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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Uma Propaganda Machista

Preste bem atenção nesta propaganda do GIBI do Mickey que circulou nas edições Disney da Editora Abril em 1960:     



Todas as 3 imagens que ilustram a propaganda foram tiradas de dentro de histórias já publicadas pela editora. A que aparecem os sobrinhos do Donald e a que aparece o Mickey estão identicas, sem alterações ou modificações. 

Já a primeira, em que aparece o Donald salvando a indefesa Margarida de um indio está bem modificada. Na realidade a cena original mostra a Vovó Donalda salvando um indefeso Tio Patinhas de ser escalpelado!! Veja a imagem original abaixo:


Naquela época não se fazia este tipo de questionamento as editoras, portanto não há uma explicação oficial para tal mudança. Mas fica claro, pela inversão de generos, que foi uma alteração com teor machista. Afinal só isso justificaria não colocar a imagem igual a original.
 
Hoje, em pleno 2012, as coisas melhoraram nesse sentido... mas nem tanto.



terça-feira, 10 de abril de 2012

Vingadores em Herois da TV

Em abril de 1982 chegava as bancas a edição 34 de Herois da TV. Uma edição histórica pois trazia a "estreia" dos Vingadores. Estreia na Editora Abrl pois a Bloch já havia trazido as aventuras do grupo de herois anos antes e em gibi próprio.

Depois de quase 3 anos com os personagens Marvel, nossos "gênios" editores finalmente colocavam a disposição dos leitores brasileiros as histórias dos Vingadores.

A edição trazia na capa uma ilustração bem bacana ( e pra quem colecionava na época, bem marcante ). Apesar disso a imagem é, no máximo, decorativa pois mostra uma formação do grupo que nunca existiu, personagens que não faziam mais parte do grupo ( Feiticeira Escarlate, Mercúrio, Hulk, Hercules ), uniformes desatualizados ( Viuva Negra ), e até quem, até aquele momento, nunca havia feito parte do grupo ( Homem Aranha ).



As histórias escolhidas para essa edição não poderiam ser melhores: "Como uma Visão da Morte" e "Até um Andróide Pode Chorar" são excelêntes. Elas mostram não só a eficiência do grupo em batalha mas também seu histórico de agregar ex-inimigos regenerados e, principalmente que eles tem um companheirismo e amizade que vai além do combate ao mal.








E edição também vem com um texto introdutório que é mais uma tentativa de criar um clima eufórico para ler as histórias do que algo informativo ( sobre a defasagem de tempo entre a Abril e a Bloch, sobre os personagens ou um pequeno histórico do grupo ).



No final das histórias aparece outro texto onde um não apresentado Stan Lee conta resumidamente a história da criação editorial dos Vingadores. E de quebra "Stan" ainda apresenta os novos lançamentos da editora.




Como diz o ditado, antes tarde do que nunca, mas essa demora fez com que o leitor brasileiro tivesse uma perda irreparável! Ele perdeu quase 5 anos de aventuras que nunca mereceram nem mesmo uma edição especial por parte da Abril.

Mas mesmo com tudo isso ela conseguiu lançar muita coisa e os Vingadores foram um dos carros chefes da Marvel-Abril até o momento em que a linha mutante subiu a cabeça do pessoal de lá e acabou com as vendas. Mas isso é assunto pra outra matéria.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

30 anos da Marvel na Abril

Há 30 anos, em junho de 1979, Capitão América nº1, um gibi em formatinho ( também chamado formato Pato ) com 52 páginas, chegava às bancas pelas mãos da Editora Abril. Com a história "Conspiração!" da dupla Stan Lee e Jack Kirby, nosso heroi, com o auxílio do Coronel 'Fúria' ( Nick Fury ) vai ao encontro de um androide, que foi construido a sua semelhança e foi programado para matar o Capitão e depois substituí-lo.
A envolvente narrativa de Lee e o final surpreendente, e mais corajoso do que vemos nos GIBIs atuais, nos fazem superar a TERRIVELMENTEPESSIMAHORROROSA coloração, onde a maioria dos quadrinhos foram pintados grosseiramente em duas ou tres cores e alguns em uma cor só. Essa maneira de pintar as histórias virou praxe no início da Editora Abril. ( a outra história de Capitão America nº1 é do 'maldito-traidor-cão imundo so infernos' Homem de Ferro ).

A Editora Abril começava, pela primeira vez, a desbravar o mundo dos super heróis. Os direitos de publicação da Marvel no Brasil estavam nas mãos da arquirrival RGE, que naquela época punha nas bancas Homem-Aranha, Incrível Hulk, etc. então a Abril ficou com o que a concorrente considerava o 'segundo escalão' da Marvel, coisa pouca tipo Capitão América, Homem de Ferro, Vingadores, Thor, Namor, Surfista Prateado...

Mas a Abril soube aproveitar essa oportunidade. Menos de quatro anos depois, em 1983, ela já detinha os direitos de todos os personagens Marvel e nas suas mãos a revista do Homem-Aranha atingiria tiragens de 250 mil exemplares, muito superiores as conseguidas pela RGE.

Capitão America nº1 é hoje uma relíquia que em sebos e sites de venda ultrapassa fácil a marca dos 100 reais, mas o seu valor histórico é bem maior. Esse GIBI marca o início da era de bronze dos GIBIs de super heróis Marvel e DC no Brasil: A Era Abril!
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