sábado, 4 de julho de 2009

TOP do GIBI - VAMPIRELLA - 1ºlugar


TOP do GIBI - Outras Editoras 1º
( esse é o voto da equipe do Blog TOP GIBI - Vote você também )



Criamos esse tópico para que, as pessoas que não conhecem certas personagens, conheçam um pouco mais e entendam porque elas foram votadas, pela equipe do Blog TOP GIBI para as TOP do GIBI, na categoria Outras Editoras.





VAMPIRELLA






Vampirella é a vampira mais conhecida dos GIBIs. criada por Forrest J. Ackerman por encomenda para a Warren Publishing Company, a editora responsável pelo ressurgimento do horror nos GIBIs norte-americanos. Essa editora adotou o formato magazine para escapar dos termos do Código de Ética, e lançou os GIBIs Creepy ( 1964 ) e Eerie ( 1965 ) que aqui no Brasil virou a revista Kripta ). Forrest disse certa vez que aproveitou uma viagem que fez ao Brasil para idealizar a personagem. Nossa bela vampira, que tinha um morcego tatuado em seu seio esquerdo, estreou no GIBI Vampirella em 1969. O logo e as capas são do lendário Frank Frazetta, os roteiros de Forrest J. Ackerman, e o desenhista Tom Sutton.






O visual criado para Vampirella ( morena de rosto sedutor, olhos enormes e hipinitizantes, boca voluptuosa, trajando um maiô vermelho que mais descobria do que cobria seu corpo escultural - criação de Trina Robbins, além de botas e ornamentos em forma de asas de morcego ) era, e ainda é, uma tentação difícil fugir, tanto para suas vítimas quanto para seus leitores e fãs.






A origem da Vampirella:


Originária do planeta Drakulon, um mundo onde os rios eram de de sangue. Este também era o planeta natal do Conde Drácula que, pesquisando sobre Drakulon, descobriu que ele iria sair de seu eixo, e que os polos iriam se inverter, as florestas desaparecer, sendo substituídas por desertos e os rios de sangue secariam e, portanto todo o povo morreria. Ao ver seus avisos ignorados pelo Conselho Científico de Drakulon usou feitiçaria para entrar em contato com uma antiga e justa deusa, a Invocadora, que lhe orientou como salvar Drakulon. Mas ao invés disso, Drácula passou a servir ao Caos, o deus louco, que com seus sete demônios: Asmodeus, Demogórgan, Fursan, Moloch, Nuberus, Valefar e Zabylon, pretendia dominar o universo. Drácula foi enviado para a Terra e iniciou seu cruel reinado de sangue.




Vampirella conseguiu escapar da destruição de seu planeta e também chegou a Terra onde lançou-se numa desenfreada luta contra Drácula e as forças do Caos. Auxiliada por um velho mago, Pendragon, Vampirella encontrou até entre seus perseguidores, aliados como Adam Van Helsing, que se apaixona por Vampirella e seu pai Conrad Van Helsing, um médium cego inventor de um líquido sintético que conseguiu controlar a sede de sangue de Vampirella, mas que tem efeito temporário, devendo ser tomado a cada 24 hrs.




Com essas palavras Vampirella se definia: "Venho de um mundo chamado Drakulon e sou da raça dos Vampiros. Posso transformar-me num morcego e preciso alimentar-me de sangue, como os humanos de água.... Sou estranha à Terra... mas não sou um monstro da noite, não sou um produto da superstição.. Última de minha raça, trago a recordação imperecível do mundo que era meu... Drakulon! As águas corriam quentes e profundas, mais vermelhas do que o vinho..Não existiam feras, existiam criaturas que se amavam e amavam a vida...Sou tudo quanto resta de um mundo que preferiu morrer a matar... Chamam-me Vampiro..Alguns me tem temor, outros me tem ódio.. pois sou estranha a todos.. Mas que as superstições não destruam a amarga doçura de Drakulon...Onde o Vampiro significava um ser gentil e bondoso... Assim sobrevivi. E vivo..Tento restabelecer a gentileza e bondade perdidadas.. Sobreviverei...Recordarei as minhas raízes, a minha herança.. Sou a última da minha raça...Sou Vampirella!"





Com a falência da Warren em 1983, Vampirella parou de circular, voltando 8 anos depois, em 1991, através da Harris Comics na minissérie Morning in America, escrita por Kurt Busiek. Nessa minisérie, a origem de Vampirella foi refeita. Agora ela era a filha de Lilith a primeira mulher de Adão, que após deixar o Jardim do Éden por não concordar com as regras "machistas" do lugar, se juntou aos demônios com que teve filhos vampiros que ela usaria para se vingar da humanidade ( descendentes de Adão com Eva, uma relação que Lilith enxergava como sendo um adultério ).


Vampirella viveu até aquele momento sem saber de nada disso porque seus irmãos fizeram uma lavagem cerebral e a levaram a acreditar que ela era do planeta Drakulon. Isso foi feito por eles porque Vampirella não era como seus irmãos. Lilith deu a luz a ela depois de ter procurado e conseguido a redenção de Deus. Por isso Vampirella foi enviada à Terra, por LIlith, para matar todos os seus 'irmãos, vampiros do mal.















A Harris publicou muitos GIBIs da Vampirella, a maioria em formato de mini séries, edições especiais e crossovers com outras bad girls ou personagens do estilo terror/vampiros. Para 2009 a Harris promete uma mini série chamada "The Second Comming" onde a personagem deve ser novamente reformulada.







Vampirella no Brasil


Apesar de ter sido publicada em centenas de edições nos EUA e de ser hiper famosa no Brasil, por aqui Vampirella tem poucas, raras, caras e cobiçadas edições. Existem poucas e desencontradas informações a respeito desses GIBIs, mas depois de muuuuita pesquisa acreditamos ter conseguido fazer um raio-x da passagem de Vampirella por aqui:
 
Os primeiros GIBIs sairam em 1973 numa revista da Editora Kultus. Em muitos lugares falam que essa editora só lançou um GIBI que era uma tradução direta da primeira revista solo da Vampirella. Nós conseguimos informações, e imagens de que essa coleção teve pelo menos 3 números.














Interessante ver que no nº1 nossa sedutora vampira teve seu traje 'reforçado' para que mostrasse menos o seu corpo ( coisas da época da ditadura militar ).
















A Editora Noblet foi a segunda a trazer as aventuras de Vampirella para o Brasil, ainda na década de 1970, em uma coleção que durou 10 números.

















































A Editora Noblet também fez um Almanaque para ela na década de 1970. Até agora não conseguimos informações mais precisas sobre as datas de publicação dos GIBIs dessa editora.










Esquecida por muitos que fallam da personagem no Brasil, a RGE também lançou uma edição de Vampirella em um especial do GIBI Kripta em 1980










Em 1997 a Editora Abril traz a personagem de volta no crossover "Vampirella vs Mulher Gato", uma edição especial.







Em 1998 foi a vez da Metal Pesado trazer 3 edições de Vampirella: "Edição Especial de 25 Anos" em abril, "Vampirella vs Pantha" em agosto e "Vampirella e Drácula - O Centenário" em dezembro. E em 1999 a editora publicou a 1ª parte de "Vampirella - Sede de Sangue" em fevereiro.















Em setembro de 1999 a Editora Atitude nos brindou com a conclusão de "Vampirella - Sede de Sangue" que sua antecessora começou 10 meses antes e não terminou de publicar. No mesmo ano, em outubro e novembro a Atitude trouxe "Vampirella - Hemorragia", mini série em duas partes ( Não temos informações precisas sobre o lançamento da edição nº2 dessa mini série. Tudo indica que foi lançada mas não temos maiores informações nem a imagem da capa )



















Finalmente em 2001 a Devir apresentou "Vampirella Vive", uma edição especial que, por enquanto, é a última de nossa heroina em terras brasileiras.





Em alguns lugares falá-se que a Devir também teria publicado "Vampi" uma versão mangá de Vampirella. Pelo que apuramos essa informação é quase correta visto que quem publicou esses GIBIs foi a Devir de Portugal.

Vampirella na telinha

Em 1996 foi feito um tele-filme de Vampirella, com a bela Talisa Soto no papel principal.

Infelizmente esse filme foi um fracasso e por enquanto não se fala em fazer outro.


Veja um pedacinho abaixo:




Vampirella é muito mais que uma personagem de GIBI, é um ícone da cultura moderna e nosso voto certeiro para a nº1 das TOP do GIBI!!!









Nós acreditamos que Forrest, mais do que aproveitar a viagem que fez ao Brasil para idealizar a vampira, ele teve uma visão do futuro. Pois quase 20 anos depois da criação da personagem, nasceu uma mulher, com uma boca mais linda do que a da Angelina Jolie, que parece ser a própria encarnação de Vampirella!!!


Os 10 Maiores Momentos dos GIBIs no Brasil



Nós do Blog TOP GIBI achamos essa matéria na NET escrita por Rod Gonzalez. Ela descreve, na visão do autor, os 10 Momentos Mais Importantes dos GIBIs no Brasil, organizados de forma cronológica e não necessáriamente pela sua importância histórica.

1 - 1869: Angelo Agostini publica o Nhô Quim e inicia a era dos GIBIs modernos. Em seguida cria o Zé Caipora, primeiro herói de aventuras e primeiro GIBI do mundo, e Inaia a primeira heroína ( com toques eróticos ) do mundo. Seu nome já é a cada dia mais associado como pioneiro dos GIBIs, sendo o dia da criação do Nhô Quim o Dia do GIBI no Brasil no dia 30 de janeiro. No exterior, a Itália também o reconhece como o pioneiro.

2 - 1905: é lançado o Tico Tico, primeiro GIBI periódico de quadrinhos do mundo e sucesso por mais de 50 anos. No Tico Tico se cria o formato-brasileiro, que se torna o padrão dos gibis do mundo inteiro. Infelizmente tal formato é chamado de "formato- americano" numa negação do brasileiro a sua própria cultura! O Tico-Tico tinha concorrentes; "Vida Infantil!", "o Bem-Te-Vi" e "o Pica-Pau", ainda antes de surgir o personagem estrangeiro; origem da similaridade das crianças com o pássaro, associado aos GIBIs.

3 - 1937: O Garra Cinzenta é publicado.Ele é considerado o primeiro GIBI de terror do Brasil e também o primeiro GIBI de Super-Herói do mundo, antes do Super-Homem. Apesar de não haverem super-heróis, há um super-vilão, e não existem os heróis sem os vilões. Também neste GIBI há a primeira vilã do mundo, a Dama de Negro. Republicado diversas vezes, o Garra Cinzenta foi plagiado diversas vezes pelo mundo inteiro, entre eles por norte-americanos ( The Blazing Skull, Mr. Bones, Ossos Cruzados, Esqueleto ), italianos ( Kriminal,Satanik, Killing ), japoneses ( Fantomas ), e seus direitos autorais já foram roubados por mexicanos, franceses e belgas, o que o torna o personagem mais importante, influente e plagiado de todos os tempos. Criação de Francisco Armond e Renato Silva, reapareceu nos anos 80 num GIBI de Marcelo Marat e Marcio Sennes enfrentando super-heróis brasileiros clássicos do calibre de Raio Negro, Homem-Lua, Mystiko e Golden Guitar.

4 - 1957: Criado por Moisés Weltman em novela no rádio, Jerônimo, o Herói do Sertão chegou aos GIBIs pelas mãos de Edmundo Rodrigues e se tornou o gibi nacional de maior sucesso já registrado. Jerônimo desbancou todos os "mocinhos" norte-americanos da época, e finalmente um tipo brasileiro se torna popular entre as crianças e leitores de gibis. Jerônimo era um cavaleiro andante que levava justiça aos sertões do Brasil enfrentando terríveis bandidos em localidades bem brasileiras. Filho de Maria Homem, nascido em Serro Bravo, entre tiros e tocaias cresceu. Maria Homem, sua mãe, era uma mulher de pulso forte, que lhe ensinou as diferenças entre o bem e do mal. Jerônimo também fez sucesso na tv por duas vezes. Na tv Jerônimo estreou em 1972 na tv Tupi com direção de Benedito Rui Barbosa. Foi um sucesso que depois retornaria pelo Sbt de 1984 a 1985. Reprisada em 1991. Franciso di Franco foi o Jerônimo nas duas produções. O GIBI chegou a voltar pela editora Bloch, mas com o processo de aculturação e colonização que sofreu o povo brasileiro, não obteve o mesmo sucesso de antes. Enquanto os "mocinhos" norte-americanos estão nas bancas até os dias de hoje.

5 - Anos 50 até meados dos anos 80: com diversas interrupções de produção, mas sempre sendo publicado clandestinamente, Carlos Zéfiro revoluciona os GIBIs eróticos mundiais ao retratar com maestria verbal e qualidade de desenhos ( ainda que considerados simples ) a vida sexual dos brasileiros no período. Considerados um dos povos mais sexualmente ativos do mundo, Carlos Zéfiro soube como ninguém mais retratar a sexualidade do brasileiro médio em quadrinhos. Produto exclusivo para homens no passado, atualmente as mulheres são grandes fãs e leitoras da obra do rei da sacanagem!

6 - 1959: Maurício de Souza lança seu primeiro GIBI, o Bidu, que não fez tanto sucesso quando a Revista do Pererê de Ziraldo lançado em 1960. Com o início da ditadura militar e da desvalorização da nossa cultura, substituída pela cultura imperialista norte-americana, Pererê nunca mais conseguiu emplacar apesar de ter sido um grande sucesso quando lançado. O brasileiro não conhece e não valoriza mais seu folclore. Nos anos 70, quando ambos os autores voltaram a produzir GIBIs, Maurício enfim emplacou com o GIBI da Mônica que é, até hoje, o GIBI mais vendido do Brasil, enquanto Ziraldo sai esporadicamente nas bancas, fazendo relativo sucesso.

7- 1959 e anos 60: Era de Ouro de Super-Heróis Brasileiros! A partir de 1959 começa a ser publicado o Capitão 7, principal super-herói do Brasil. Gedeone Malagola é um dos maiores destaques do periodo. Apesar da já ter criado diversos personagens antes, tanto infantis, quanto super-heróis, destaque para a Patrulha Sideral, que incluía o Capitão Astral, Eletra e Radite. Essa série é anterior e similar a Tropa dos Lanternas Verdes. Quando criou o Raio Negro, Gedeone se vingou da DC ( National, na época ) que havia copiado os conceitos da sua Patrulha. Gedeone também escrevia o Capitão 7, e além do Raio Negro são famosos o Homem-Lua e o Hydroman. Outros super-heróis famosos do período: Capitão Estrela, Juvenil Joel, Capitão Aza ( todos vindos da tv ), Golden Guitar, Kutang, Wyrgus, Karatemem, Mystiko, Homem-Microscópico, Targo, Fantastic, Fantar ( plagiado em Savage Dragon ), Patrulheiro Fantasma ( que veio bem antes do Motoqueiro Fantasma da Marvel, sendo muito parecido e evidente a cópia norte-americana ), Homem-Força, Pabeyma, Bola-de-Fogo, Homem-Justo, Zhor e muitos outros. A revista da vampira Mirza foi duplamente plagiada. Dela fizeram a tal Vampirella, e do Morto do Pântano, que dividia com ela sua revista, a Marvel e a DC fizeram suas versões. Já nos anos 2000, Mirza entrou para um grupo, junto com outros super-heróis criados ou desenhados por Colonnese no período, Superargo, Gato ( copiado no exterior ), Pele de Cobra, Escorpião e X-Man. A Angélica que faz parte do grupo "Última Missão" é criação de 1981. Outro destaque foi Edmundo Rodrigues com o Carrasco e a bruxa Irina. Naiara, uma vampira de destaque, uma loira pra fazer contraste com a morenice da Mirza. De Nico Rosso.No final dos anos 60, surge a editora Edrel: Fernando Ikoma lança o Fikom, um dos melhores Super-Heróis do Brasil, Satã a alma penada e Sibele a espiã de Vênus, duas heroínas brasileiras singulares e muito importantes no cenário do GIBI mundial, todos pela editora Edrel.. Apesar de seu trabalho ser desconhecido pela maioria dos brasileiros, Fikom e Satã serviram de inspiração para Nelil Gayman criar seus Sandman e Morte, que ficaram muito mais famosos, apesar de serem cópias e de qualidade inferior! Na Edrel também aparece pela primeira vez a Maria Erótica ( que retornaria pela Grafipar ). Criação de Cláudio Seto que mistura ficção, fantasia com muita sensualidade, os GIBIs da Maria Erótica conquistam o leitor ao abordar com leveza vários assuntos pertinentes a sociedade, inclusive a repressão da época em que foram criadas ( na primeira fase da Edrel ) e o desinteresse dos brasileiros pelo quadrinho brasileiro e a ação das máfias editoriais ( na fase Grafipar ). Nico Rosso é outro destaque do período com GIBIs magistralmente pintados em aquarelas, com GIBIs de temática totalmente brasileira. Destaque para a série Terrir e o herói Chico de Ogum, todas ligadas a temática das religiões afro-brasileiras. Nos anos 70 aparece pela editora Ebal o GIBI do Judoka, a mesma editora dos GIBIs gringos mais famosos na época. Provando a capacidade do GIBI brasileiro e contrariando as espectativas, o GIBI do Judoka se torna o mais vendido da editora numa série de longa duração, que encerra sua publicação mesmo ele vendendo bem. É que a editora estava em crise e o direito autoral do GIBI gringo é bem mais barato que o nacional. O criador do Judoka foi Pedro Anísio que escrevia os GIBIs e as artes eram de Colonnese, Ikoma, Mário José de Lima, Eduardo Baron, Fhaf, entre outros.O Judoka fez tanto sucesso que chegou até os cinema. Sua garota também se torna heroína quando surge o casal Judoka, que foi plagiado pela Marvel. Ainda que temporão o Judoka fecha a era de ouro dos super-heróis brasileiros com chave de 18 kilates!

8 - Os Fradinhos são o pontapé mundial do chamado GIBI de vanguarda ( chamado por uns de underground, ou a versão brasileira da época, udigrudi ) criados no início dos 60, anteriores a R. Crumb. Juntos com o Capitão Zeferino( nos anos 70 ) e outros personagens do Henfil são estrelas da revista Fradim, 31 números, que circularam de 1973 a 1980. Henfil também publicava nos jornais "Pasquim" e "Jornal do Brasil". Precursor de um estilo anárquico e sem limites, se você acha os Skrotinhos do Angeli ou os Piratas do Tietê do Laerte absurdos você nunca viu os absurdos que o Baixim o mais pirado dos Fradinhos fazia. Já o Capitão Zeferino era mais poético falando da seca do nordeste, mais político. Mas, Henfil foi genial e marcou os GIBIs da era ditatorial definitivamente! Henfil também sofreu na pele os malefícios de lidar com editores estrangeiros no período que publicou tiras dos Fradinhos em jornais dos Estados Unidos da América do Norte. Os maus tratos foram denunciados num livro.

9 - Ainda durante os anos 70, temos a Era de Prata de Super-Heróis Brasileiros! Com personagens politizados, repletos de críticas ao momento político ( "anos de chumbo" da ditadura militar ) e social ( liberação sexual ). No Pasquim apareceram Deus ( crítica as religiões ),o "PM" ( crítica a violência policial ), Supermãe ( críticas psico-analíticas da família ) todos de Ziraldo, o Super-Negro ( crítica ao racismo ) de Vilmar e o Capitão Ipanema de Jaguar ( crítica aos costumes cariocas ). No Pasquim ainda apareceram super-heróis discutindo o conflito na Palestina, e Maitesão, heroína inspirada em Maitê Proença. Na revista Pancada ( ed.Abril ) apareceram os super-heróis brasileiros criados por Carlos Chagas baseados em personalidades da época como Bat Carlos ( Roberto Carlos ), Lula-Lelé ( Lula ), Bragarella ( Sônia Braga ), Multi-Chico ( Chico Anísio ), Capitão Baú ( Sílvio Santos ), os jogadores Médico Monstro ( Sócrates ) e Super-Zico. Na revista da Welta ( a partir de 1978, editora 10-Abafo ) apareceram os super-heróis Homem-Barata e o Cavêromem, de Mirson Ribeiro, críticas bem-humoradas aos "comics" enlatados norte-americanos. Outro personagem do período que merece ser lembrado por suas ainda atuais críticas aos enlatados estrangeiros e as máfias editorias é o Super-Cupim, de Emanoel Amaral do Grupehq de Natal/RN no semanário "O Poti" em 1971. O personagem protagonizou o primeiro grande encontro de personagens brasileiros documentado, reunindo a Mônica, o Fradim, Pererê, Jerônimo,o Anjo, o Falcão Negro no time brasuca, enfrentando personagens conhecidos da indústria de hq norte-americana. O final termina em derrota para os brasileiros culminando com a morte do Pererê. Essa simbologia pode e deve ser aplicada e comparada com a realidade que vivemos com a derrocada dos GIBIs brasileiros nas bancas.

10 - Velta - criada em 1973, por Emir Ribeiro, Velta se tornou, nos dias de hoje, a principal personagem brasileira! Por nunca ter deixado de ser publicada, demonstra toda a garra de seu criador Emir Ribeiro, que foi o único artista de sua geração que nunca desistiu de suas criações e sempre consegue publicar seus GIBIs, apesar de todas as dificuldades. Velta também é a mais importante porque, em seus GIBIs, notam-se influências de tudo que já se viu nos GIBIs mundiais, passando por clássicos, super-heróis, GIBIs europeus, GIBIs independentes e até mangá, identificando a heroína com o aspecto cosmopolita do brasileiro, e também o lado político de resistência cultural à dominação e aculturação que os estrangeiros perpetuam em nosso país. Amada por muitos, odiada por outros, mas sempre orgulhosa e poderosa, o fato de um GIBI tão importante e de tanta qualidade quanto Velta não estar regularmente nas bancas é um reflexo da fragilidade e deturpação de nosso mercado.
 
 
Apesar de Rod Gonzales ser um pouco parcial nos seus comentários, estes são cheios de informações muito interessantes que a equipe do Blog TOP GIBI vai destrinchar aos poucos em breve!
E você, também tem os seus 10 Momentos Mais Importantes dos GIBIs???
Mande pra gente...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Desenhista de Campinas e Vampirella

Essa notícia já tem algum tempo mas, um um bom blog de GIBIs de Campinas, como é o Blog TOP GIBI, não poderia deixar de registrar os talentos de nossa cidade.
Um desenhista de Campinas quase fechou um contrato para fazer a arte da personagem Vampirella nos Estados Unidos.
Marcelo Ferreira foi um dos cinco finalistas de um concurso, o Talent Search, promovido pela editora da sensual vampira, a Harris Publications. A votação foi feita pela internet, no site da personagem, e o campineiro ficou em segundo lugar.

Marcelo é desenhista profissional, deu aulas de desenho e tem trabalhos em livros infantis e sites. Vamos tentar trazer mais novidades desse artista campineiro em breve... afinal, com um nome desse o cara deve ser foda!!!











As 70 capas dos 70 anos da Marvel parte 7

A equipe do Blog TOP GIBI conseguiu junto a suas fontes na Marvel as 70 capas que a editora considera as mais importantes dos 70 anos de sua existencia.

Analizando as capas escolhidas podemos notar que a qualidade gráfica, beleza e inovações criativas ou técnicas não foram os únicos critérios usados para a seleção das '70 mais'. Podemos ver capas em que o destaque é a nova fase de um personagem ou a que tem uma história que é importante.

De qualquer forma vamos apresentar a voces, aqui no Bolg TOP GIBI, apartir deste post, todas elas. Neste post mostraremos as capas que ocupam as posições de 1ª a 10ª:



1- Incredible Hulk nº340


2- Amazing Fantasy nº15




3- Uncanny X-Men nº141



4- X-Men: Phoenix - Endsong nº1




5- Amazing Spider-Man nº50




6- Civil War nº1 - Turner Variant




7- Wolverine nº1



8- Avengers nº8



9- Captain America nº454



10- Captain America nº25





quinta-feira, 2 de julho de 2009

TOP do GIBI - LADY DEATH - 2ºlugar

TOP do GIBI - Outras Editoras 2º

( esse é o voto da equipe do Blog TOP GIBI - Vote você também )




Criamos esse tópico para que, as pessoas que não conhecem certas personagens, conheçam um pouco mais e entendam porque elas foram votadas, pela equipe do Blog TOP GIBI para as TOP do GIBI, na categoria Outras Editoras.



LADY DEATH




Criada por Brian Pulido e Steven Hughes em dezembro de 1991 para a Eternity Comics, Lady Death, que depois passou pela Chaos! Comics e Avatar Press teve sua origem, personalidade e até visual modificados conforme trocava de editora ou mídia, já que modificações também aconteceram quando ela virou desenho animado.
 
Vamos contar um pouquinho de cada versão de Lady Death:






Lady Death Original


Lady Death Original surgiu como vilã. Ela apareceu como uma alucinação para o menino Ernest Fairchild e prometeu amá-lo para sempre desde que ele lhe fosse fiel. A a maneira de mostrar a sua fidelidade era... era matar todas as pessoas da Terra. No início, ela era retratada somente como o incentivo ( e que incentivo!! ) para que Ernie passasse suas histórias matando todo mundo, sem uma origem ou outras participações.
Depois, conforme a história avançava, Lady Death deixou de ser simplesmente a namorada 'má' de Ernie, e começou sua própria história. Com a mudança, sua personalidade mudou radicalmente e ela deixou de ser uma vilã se tornando uma das mais sexys heroinas dos GIBIs.









Classic Lady Death


Hope, a mulher que se tornaria Lady Death, nasceu como um mortal na época das Cruzadas, filha de um nobre da Suécia chamado Matthias que era na realidade um descendente dos anjos caídos que se rebelaram contra Deus. Em contrapartida, sua mãe era uma mulher tão pura e inocente que sua linhagem chegou ao céu.
A mãe de Hope ( em português Esperança ) morreu quando ela era adolescente, e ela passou a viver com o pai. A crueldade de Matthias para com seu povo desencadeou uma revolta camponesa. Matthias escapou por pouco da morte nas mãos dos rebeldes com a ajuda de um demônio, mas Hope foi capturada pelos rebeldes e acusada de feitiçaria.
Com a possibilidade de execução por queima na fogueira, Hope proferiu um encantamento que ela ouviu seu pai dizer e convocou um demônio que ofereceu-lhe um negócio: ele iria salvá-la da morte se ela renunciasse à sua humanidade e service os poderes do inferno. Ela aceitou e foi transportada para o Reino Infernal. Chegando ao inferno Hope se viu no meio de uma guerra civil entre Lúcifer e um exército de demônios renegados liderados por um poderoso feiticeiro.
O coração puro e inocente de Hope foi destroçado quando ela soube que o feiticeiro ambicioso que desafiava Lúcifer, pelo controle do inferno, era seu próprio pai. Sendo ela gradualmente corrompida e contaminada pelo mal, Hope declarou que a mulher inocente que ela tinha sido uma vez estava morta e que ela passaria a ser conhecida apartir de agora somente como Lady Death. Em sua nova personalidade de Lady Death, ela liderou uma revolta contra os senhores do inferno. Durante a batalha final, Lúcifer amaldiçoou-a a nunca mais voltar à Terra enquanto houvesse vida na Terra. Então Lady Death fez um juramento que iria contornar a maldição de Lúcifer, exterminando toda a vida na Terra. Tempos depois Lady Death escapou do controle de Lúcifer sobre ela, lançando-lo através do Heaven's Gate ( um lugar onde o mal não pode ir ), e assim se tornando a nova governante do Inferno.





Lady Death Medieval



Lady Death também foi editada pelo selo Crossgen entre 2003 e 2004. Brian Pulido continuou a trabalhar em Lady Death para Crossgen, criando uma nova série intitulada Lady Death Medieval, que foi lançado em fevereiro de 2003.
Nesta versão, Lady Death sofreu muitas mudanças ( sendo, para muitos, uma outra personagem ) em uma tentativa de chegar a um novo público, mais conservador. Apesar de Lady Death Medieval estar desfrutando de vendas razoável, a Crossgen Entertainment entrou em dificuldades financeiras próprias e foi falência em 2004.








Lady Death Avatar Press



Quando a Avatar Press conseguiu os direitos de Lady Death ela o conseguiu sem o resto dos personagens Chaos! Comics que participaram bastante das histórias dela. Por isso ela ganhou outra origem, com grandes diferenças para a história contada na Chaos! Comics.
Agora Hope é a filha de Maria e Marius, um cruzado que passou sua vida nas Cruzadas contra os pagãos. Após voltar de uma de suas viagens, ele é seguido por Hope, que notou que seu pai mudou já não era mais o mesmo, e sua esposa Maria até as masmorras. Lá elas descobrem que Marius, convoca espectros diabólicos, e sacrifica almas de seus camponeses em troca de poder.
Marius as descobre e revela que o seu corpo está dominado pelo demonio Sagos para logo depois agarrar Maria e a levar através de um portal mágico. Enquanto isso o povo do feudo de Marius, revoltado com maus tratos e altos impostos invade o castelo e, chegando as masmorras, eles vêem apenas Hope cercada de artefatos de magia negra. Para executar sua vingança, os moradores decidem queimar Hope na fogueira como uma bruxa.
Não desejando morrer, Hope lança o feitiço, que ela ouviu seu pai dizer, e convoca espectros a levam através de um portal que a leva até Blacklands. Ao chegar ao destino ela abandona sua humanidade e compromete a sua alma com o Labirinto. Ao passar através do portal, sua pele e cabelos ficaram albino ( a marca de todos aqueles que, voluntariamente, escolheram passar pelo portal ). Lá ela encontra Wargoth, e a feiticeira Satasha que se aliam a ela na tentativa de destruir Sagos e resgatar sua mãe.



Lady Death Animated




O filme começa no século 15 na Suécia, onde Hope, a bela filha de Matthias, um mercenário que é na realidade um demônio, é acusada de ser consorte do diabo. Condenada pelo padre da cidade para ser queimada na fogueira, seu pai oferece a ela uma nova vida se ela se juntar a ele no inferno. Certo de que ela aceitaria ele enviou dois demônios que a carregam fisicamente para o Inferno ( restaurando o seu corpo gravemente queimado no processo ), deixando-a na presença do seu pai, que a quer ao seu lado. Quando ela recusa a proposta, ele a lança para longe.




Depois ela conhece o mestre ferreiro Cremator, um escravo fugido e com sua ajuda ela passa a liderar um exército de criaturas demoníacas que ela usa para enfrentar seu pai. Nesta realidade, sua maldição é para ficar presa no Inferno, enquanto os aliados de Lúcifer permanecerem vivos. Diferente dos quadrinhos, Lady Death aqui já é apresentada como uma heroína, cujo objetivo não é destruir toda a vida na terra, mas libertar o Inferno da tirania de Lúcifer. Lady Death: The Movie foi lançado em 2004 pela ADV Films.








Lady Death Coffin


Em 2008 foi lançado Lady Death: Icon pela Coffin Comics com Brian Pulido como editor e escritor e Ivan Reis como desenhista. Apesar de ter recebido várias capas alternativas e muitos pré lançamentos pouco conseguimos descobrir sobre esse GIBI que até agora parece ter sido a única edição.


















Por toda essa fantástica trajetória ( além da extrema beleza e sensualidade ) Lady Death é uma ótima escolha para as TOP do GIBI.





Related Posts with Thumbnails