segunda-feira, 19 de abril de 2010

Capitão América - ao Estilo TOP GIBI

Aproveitando o lançamento do espetacular TOPGIBI Zine nº4 que fala do Super Hiper Heroi, o Capitão América, mostramos novas imagens da única maneira que a Marvel poderia fazer um upgrade no fantástico super heroi...






















Se a Marvel fizesse algo assim certamente o GIBI do Capitão seria record em assinaturas...


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Bunekinhus do Aranha 2



Mais uma vez estamos mergulhados no oceano memorabílico do Homem Aranha, desta vez para ver os Bunekinhus...








Começamos com os mais

recentes como essa peça super

GUTIGUTI







E essa super legal da Sideshow







Podemos considerar esta ( acima ) feita no começo dos anos 1970, como uma das avós dos dioramas aruais









Esta é muito interessante pois mostra que lá nos States também tinham os 'Bunekinhus Paraguaios' que pra não ter problemas de licença 'fingiam' ser um personagem famoso, neste caso o Aranha.












Aqui temos uma marionete de mão

feita nos anos 1960. Este tipo

de bunekinhu ainda é muito utilizado

nos EUA para ajudar a contar

histórinhas pras crianças.











Este foi feito para as

meninas o virarem de ponta

cabeça e o beijarem

( vivendo seu momento Mary Jane )





Esse é um Aranha-Agarradinho.

Você aperta nas costas, ele abre os

braços, você posiciona onde

quiser, solta e ele agarra. Não chega a

ser GUTIGUTI mas é quase

TCHUKI TCHIKI




Esse é um tradicional,

onde você dá corda e ele anda

















E se a grana tiver curta e ainda quiser um

bunekinhu do Aranha tem este de pano...





Mas se a coisa tá feia então peça

para a sua vovó fazer um Aranha-Tricô
















Mas se você estiver lascado mesmo ainda pode ter o seu


Bunekinhu Aranha feito de bexigas...



É bom que meus amigos gostem do Aranha de bexigas pois, com a atual falta de grana, acho que é isso que eles vão ganhar nesse Natal...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A Revolução Panini Pt1


Nós do Blog TOP GIBI sempre procuramos falar aqui sobre GIBIs buscando assuntos curiosos, e com uma linguagem descontraída e divertida. Mas hoje é dia de falar sério.





A Revolução Panini Pt1



A REVOLUÇÃO - O QUE É?



De acordo com a Panini, uma reestruturação na linha editorial dos GIBIs Marvel/DC publicados por ela, visando baratear o custo para os seus leitores.



MARVEL
Hoje temos 10 títulos: Homem-Aranha, Marvel Millennium - Homem Aranha, X-Men, X-Men Extra, Wolverine, Novos Vingadores, Avante, Vingadores!, Reinado Sombrio, Marvel Max e Universo Marvel.
Todos mensais e tinham 100 páginas por R$ 7,95 e mix com 4 histórias



Com a reformulação ficam 11 títulos:
7 gibis mensais de 76 páginas - R$6,50 e mix com 3 histórias
Homem-Aranha
X-Men
Wolverine
Novos Vingadores
Reinado Sombrio
Ultimate Marvel ( Nova - Que na prática substitui Marvel Millennium - Homem Aranha )
Homem de Ferro ( Nova - Que na prática substitui Marvel Max )



2 gibis mensais de 148 páginas - R$14,90 e mix com 6 histórias
Universo Marvel
X-Men Extra



2 gibis bimestrais de 148 páginas - R$14,90 e mix com 6 histórias
Avante, Vingadores!
A Teia do Homem-Aranha ( essa realmente nova )
 
DC
Hoje 'temos' 6 títulos:Superman, Batman, Liga da Justiça, Dimensão DC - Lanterna Verde, Novos Titãs que acabou em abril e Superman & Batman que acabou em fevereiro .
Todos mensais e tinham 100 páginas por R$ 7,95 e mix com 4 histórias



Com a reformulação ficam 6 títulos:
4 gibis mensais de 76 páginas - R$6,50 e mix com 3 histórias
Superman
Batman
Liga da Justiça
Dimensão DC - Lanterna Verde



2 gibis mensais de 148 páginas - R$14,90 e mix com 6 histórias


Universo DC ( que já existiu e volta com nova numeração para o lugar de Novos Titãs )
A Sombra do Batman ( que vem para o lugar de Superman & Batman )
 


A ENTREVISTA






Ontem recebemos um e-mail do nosso amigo Mr.G com um link para esa entrevista dada ao site Omelete por Hélcio de Carvalho editor da Panini Comics. Pra muitos é uma entrevista duvidosa, onde o editor procura falar pouco, mas se prestarmos atenção veremos que essa entrevista diz muito:


Para que os leitores e amigos do Blog TOP GIBI possam entender claramente o que foi falado e analizar junto conosco o que foi 'dito' exibiremos abaixo a entrevista na íntegra.






Editor da Panini Comics explica mudanças e rebate críticas de leitores
Helcio de Carvalho concede entrevista exclusiva ao Omelete
13 de Abril de 2010



Érico Assis



OMELETE: Qual é o perfil do leitor brasileiro de quadrinhos? Por que essas mudanças se adaptam a esse perfil?
Helcio de Carvalho: O leitor de quadrinhos médio brasileiro tem entre 15 e 35 anos. Costuma comprar quase todas as edições mensais publicadas pela Panini, bem como algumas edições especiais. Logicamente, com revistas mais baratas, ele terá a opção de consumir mais. E há também aquele leitor que passa de vez em quando por uma banca de jornal só para dar uma olhada no que vem sendo publicado. Se algum título o atrai e apresenta um preço convidativo, muito certamente ele sai da banca levando a revista.





OMELETE: Na ponta do lápis, as mudanças representam um aumento de preço em relação à quantidade de conteúdo. Gibi mais barato, mesmo com menos páginas, vende mais? E por quê?
Helcio de Carvalho: A maioria dos leitores já deixou bem claro que compraria mais se as revistas fossem mais baratas. Entretanto, reduzir a quantidade de páginas não significa apenas dividir o valor do custo da revista com mais páginas e multiplicar pela quantidade de páginas da revista de menor número. O custo gráfico de uma publicação varia de acordo com a quantidade de páginas, mas é evidente que a diminuição de preço é muito mais atrativa para aquele leitor que está acostumado a desembolsar uma certa quantia em dinheiro e que acaba não ficando satisfeito por encontrar histórias de personagens que não curte tanto assim. Então, ao reduzirmos a estrutura das revistas para 3 histórias por edição, estamos deixando o mix mais de acordo com o que o leitor aprecia.




OMELETE: Mesmo com a baixa do dólar, o preço de produzir quadrinhos aumentou? Por quê?
Helcio de Carvalho: Bom, o preço da gasolina e do álcool aumentam constantemente e não baixam só porque o dólar ficou mais barato. Outros custos são envolvidos nessa equação. Vamos exemplificar: temos a gráfica, com seus funcionários e seus custos operacionais, importação de papel, custos editoriais, custos fiscais, impostos e taxas, custos de distribuição, custos de divulgação, pagamento aos donos de bancas e livrarias, custos de arquivos digitais, pagamentos de royalties, compra de softwares originais, aquisição e atualização de equipamentos...
Produzir quadrinhos não é barato. Em lugar nenhum do mundo. É só colocar na ponta do lápis que qualquer um pode ver isso. Tanto a Marvel quanto a DC Comics aumentaram recentemente o valor de suas revistas, as quais têm apenas 36 páginas (incluindo as capas), podendo chegar a U$ 3,99, o que, convertido pela cotação mais baixa do dólar, daria por volta de R$ 6,95. Detalhe: são apenas 22 páginas de quadrinhos! Uma revista mensal da Panini como Superman, por exemplo, passará a custar R$ 6,50, apresentando 3 histórias. Se um leitor comprasse três revistas importadas, teria que desembolsar R$ 20,85. Veja que diferença brutal! Então, sim, os leitores saem ganhando com isso. Por último, não podemos esquecer que a Panini manteve suas revistas sem rajustar preços de 2005 até 2008 -- fato absolutamente inédito nesta país.




OMELETE: Os leitores reclamam muito do atraso de material, principalmente de edições especiais, encadernados e outros. Por que isso acontece e quais são os planos para remediar este problema?
Helcio de Carvalho: Edições especiais costumam atrasar por diversos motivos que fogem à nossa vontade. Por exemplo, em certa ocasião, decidimos publicar um material antigo da Marvel. Porém, perto da época de tradução e letreirameno, fomos surpreendidos com a notícia de que a editora americana não tinha os arquivos digitais e estava digitalizando a publicação naquele momento. Ou seja, tivemos de esperar. Em outros casos, como a minissérie "Grandes Astros: Batman & Robin", tomamos a decisão de publicar depois que já tinham sido lançadas várias edições. Infelizmente, o roteirista Frank Miller parou de produzir histórias e o artista Jim Lee afirmou que só voltaria a desenhar quando tivesse o roteiro de duas edições completas. Graças a Deus, parece que finalmente estão acertando isso lá na DC.
De qualquer forma, uma medida que adotamos para sanar certos problemas foi publicar apenas o que já tivesse arquivos digitais. E, principalmente, arquivos digitais de títulos lançados ou republicados há não muito tempo, pois existe uma grande diferença na forma como certas edições são digitalizadas. Em produtos mais recentes, a arte recebe um tratamento melhor e chega até a passar por recolorização.





OMELETE: Outra reclamação é a opção por capa dura em lançamentos para livraria, que encarecem material (como Preacher, ZDM e outros) que no original não recebiam esse tratamento gráfico. Por que manter essa opção?
Helcio de Carvalho: Isso é relativo, já que Preacher está saindo recentemente nos Estados Unidos somente em capa dura. E há também o fato de que a Panini decidiu atuar no segmento de livrarias com um diferencial na qualidade gráfica. O público de banca e o de livraria já demonstrou ser diferente, mais exigente. Daqui para a frente, alguns produtos designados para livrarias e lojas especializados poderão sofrer uma flexibilização no acabamento final. E estamos sempre avaliando formas de reduzir preços. A linha Panini Books com certeza trará boas novidades no curto prazo também.





OMELETE: Outros recursos, como distribuição digital, impressão sob demanda, vendas online direto com a editora ou outros foram considerados? Ou o mercado brasileiro não tem fôlego para sair do tradicional gibi de banca?
Helcio de Carvalho: Além do nosso mercado não comportar essas mudanças, nada se compara a ler um gibi em papel. A grande maioria de nossos leitores prefere comprar seus gibis impressos, para guardá-los na estante, como ítens de colecionador, não em HDs ou aparelhos com recurso de leitura digital. O leitor médio brasileiro não necessariamente tem acesso à Internet em sua residência ou a equipamentos mais sofisticados, como o recente iPad, dependendo de lan houses para acessar o mundo da informática. Se tudo tudo virasse digital, ele com certeza não poderia acompanhar o que publicamos. Impressão sob demanda é uma possibilidade, mas não a curto prazo.




OMELETE: Existe algum dado de quanto a pirataria afeta o mercado de quadrinhos no Brasil? A "revolução" é comparada pelos leitores às mudanças editoriais falhas testadas pela editora Abril nos anos 90 e início deste século. Como a Panini responde a estes comentários?
Helcio de Carvalho: Não temos como mensurar o quanto a pirataria afeta o mercado de quadrinhos. Mas, por exemplo, se alguém escaneia Lanterna Verde #1, disponibiliza na internet e, consequentemente, mais 50 pessoas baixam a revista, 50 exemplares deixam de ser vendidos, pois é pouco provável que quem lê uma revista pirateada và até uma banca para comprar a mesma publicação depois de lida. Citando um outro exemplo, no caso as locadoras de DVDs, muitas estão fechando as portas, pois não conseguem competir com os piratas. O produto pirata não paga impostos, não precisa arcar com custos de funcionários, não precisa investir em marketing e nem se preocupar com qualidade. O pior é que, em última instância, o produto pirata acaba inviabilizando o modelo pirateado e, dentro de algum tempo, pode não existir mais nada para piratear.
É interessante perceber que a grande maioria dos leitores que vão a um site comentar algo sobre quadrinhos (como aconteceu em relação à divulgação das mudanças editoriais da Panini) são leitores de scans e afirmam que já não leem HQs impressas!
Cada período deve ser visto dentro de seu contexto. Quando a Abril lançou a linha Premium, há 10 anos (note bem a distância temporal e histórica), os quadrinhos se tornaram caros demais para aqueles que não tinham um poder de consumo mais elevado. Infelizmente, isso acabou afastando muita gente das HQs e o mercado encolheu. O que a Panini está tentando agora, assim como já fez em outras oportunidades, é trazer cada vez mais leitores a esse universo reduzindo preço de capa, oferecendo ainda mais qualidade em opções de produtos.




A seguir:




A Revolução Panini Pt2
 
OPINIÃO - TOP GIBI
ANALIZANDO A REVOLUÇÃO E A ENTREVISTA




A Revolução Panini Pt2


A Revolução Panini Pt2
 
OPINIÃO - TOP GIBI
ANALIZANDO A REVOLUÇÃO E A ENTREVISTA











Primeiro vamos à Revolução ( na ponta do lápis )











Marvel - antes
10 gibis mensais de 7,95 ( 1.000 páginas - R$79,50 )






Marvel - agora
7 gibis mensais de 6,50 ( 532 páginas - R$45,50 )
2 gibis mensais de 14,90 ( 296 páginas - R$29,80 )






mais
2 gibis bimestrais de 14,90 ( 296 páginas - R$29,80 )







se comprar um bimestral por mes
total ( 976 páginas - R$90,20 )
( -24 páginas e +R$10,70 )







histórias: antes 40 - depois 39 - diferença -1
custo medio
por história: antes R$1,98 - depois R$2,20 - diferença +R$0,22
 
   
DC - antes
6
gibis mensais de 7,95 ( 600 páginas - R$47,70 )







DC - agora
4 gibis mensais de 6,50 ( 304 páginas - R$26,00)
2 gibis mensais de 14,90 ( 296 páginas - R$29,80 )
total ( 600 páginas - R$55,80)
( +00 páginas e +R$8,10 )

histórias: antes 24 - depois 24 - diferença 00





custo medio por história: antes R$1,98 - depois R$2,32 - diferença +R$0,34  











Como podemos ver, no caso dos GIBIs DC não houve aumento de número de GIBIs, nem no total de páginas, nem no número de histórias. A 'revolução' só atingiu o preço total, que aumentou.




Com os GIBIs da Marvel é ainda pior. Apesar de aumentar de 10 para 11 o número de GIBIs, na prática com os 2 bimestrais continuamos com 10 edições por mes. Mas a 'revolução' nos trouxe a perda de, no total mensal, 24 páginas, 1 história e o aumento de preço.





Para algo que visava baixar os custos para atrair novos leitores a pratica se mostrou diferente da "intenção".





Agora vamos a entrevista:





Nossa intenção é a de mostrar 'o muito que foi dito quando quase nada foi falado'.





PERGUNTA 1





O editor fala que o 'perfil do leitor brasileiro' é "ter entre 15 e 35 anos" ( eu já estou fora ) e que "compra quase todas as edições mensais publicadas pela Panini, bem como algumas edições especiais". Sinceramente, isso lá é perfil que um editor chefe da maior editora de GIBIs do Brasil apresente!!! E quanto a perguntas como quem compra seus GIBIs? Quantas pessoas lêem os GIBIs que ele compra além dele? Quais os generos de GIBI que consome? Ele coleciona ou só lê?





Existem diversas outras perguntas que precisariam ser respondidas para se ter o 'perfil do leitor brasileiro'. E mesmo que alguém diga que eles estavam falando, na realidade do 'perfil do leitor DE GIBIS DE SUPER HEROIS DA PANINI brasileiro' ( o que faria uma grande diferença ) a resposta dada não tem como ser suficiente.




No complemento ele diz que "Logicamente, com revistas mais baratas, ele terá a opção de consumir mais". Bom, as contas mostram que, LOGICAMENTE, ele está errado, pois se o preço individual está menor, o preço em conjunto está maior, portanto se alguuém hoje não consegue comprar muitos GIBIs com a reformulação ele comprará menos ainda.








PERGUNTA 2




Não precisa ser nenhum gênio ( nem fazer uma pesquisa de qualidade ) para se saber que a maioria dos leitores "compraria mais se os GIBIs fossem mais baratos". Ou vai dizer pra mim que eu vou achar alguém que está esperando o preço aumentar pra começar uma nova coleção???




Continuando, nosso amigo editor mostra que pode ser um bom editor ( há controvérsias ) mas que não entende nada sobre os seus consumidores. Existe algo que se chama 'custo benefício'. Isso é o resultado entre o valor que se paga e a qualidade/quantidade do produto que se recebe. E a conta, no caso dos GIBIs é exatamente o preço do GIBI pelo número de páginas ou de histórias. Isso é uma conta que todo o consumidor faz ao compra algo ( e toda boa empresa faz também ).




"Ao reduzirmos a estrutura das revistas para 3 histórias por edição, estamos deixando o mix mais de acordo com o que o leitor aprecia" Certamente, pois o complexo 'perfil do leitor brasileiro' levantado pelo editor, mostra com clareza que a maioria dos leitores queriam que eles cortassem essas histórias dos GIBIs ( que histórias são mesmo?? Ninguém sabe.. )








PERGUNTA 3




Três pontos distintos nessa pergunta:




1) Engraçado como quase toda a resposta são justificativas atras de justificativas sobre como produzir GIBIs é caro, como a gasolina subiu, como é caro a gráfica... mas não estavamos celebrando uma 'redução de preços'???




2) Comparar os preços brasileiros com os americanos também é algo que tem que ser feito com muito critério ( algo em falta nessa sabatina ). Existe uma diferença brutal, sim nas condições de vida dos americanos e dos brasileiros. Uma diferença que todos podem imaginar quando pensarem: U$3,99 fazem tanta falta no bolso de um americano quanto R$6,50 no do brasileiro? Quem é da classe média e mora em centros urbanos como São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e até aqui em Campinas, as vezes esquece que tem muito pai de família que sustenta uma casa com filhos com R$500,00 por mes, ou menos. E eles também são consumidores ( ou queriam ser ). Um grande administrador ( ou uma grande empresa ) não pode esquecer disso.




3) "Panini manteve suas revistas sem rajustar preços de 2005 até 2008 -- fato absolutamente inédito nesta país". Claro! Isso graças aos grandes administradores da Panini que inventaram um certo PLANO REAL e o implantaram no Brasil... ( Tem hora que é melhor ficar quieto... )








PERGUNTA 4




Uma resposta que evidencia a falta de planejamento, falta de competência ( anunciar a publicação de algo sendo que você nem ao menos se certificou que ele está em condições de publicação??? ). E uma maneira de resolver problemas que parece piada ( ele vendeu o sofá!! )








PERGUNTA 5




Primeiro não reponde a pergunta. O objetivo dela era saber porque só lançar alguns títulos em livrarias, se assim o produto fica mais caro, sem a opção de uma versão mais simples, fora das livrarias, para que as pessoas que não tivessem tanto dinheiro também pudessem ter acesso. Depois, após justificar que o preço do material para livraria é mais caro pelo melhor acabamento e que esse acabamento é uma demanda de um público mais exigente, ele nos diz que "Daqui para a frente, alguns produtos designados para livrarias e lojas especializados poderão sofrer uma flexibilização no acabamento final". Isso não seria desrespeitar o 'cliente mais exigente' abaixando a qualidade??? ( olha o sofá indo pro brchó denovo... )








PERGUNTA 6




Finalmente uma resposta quase 100% na mosca. Sim, não existe nada como o GIBI de papel. No curto e médio prazo é impossível que a produção de livros e GIBI exclusivamente digitais passe 20% do total. E eu apostaria que ainda vai levar vários séculos até que esse número passe dos 80%. O dislize foi não admitir que 'o mercado nacional tem fôlego para sair do tradicional gibi de banca'. Tem sim e já está saindo. E a grande incentivadora disso foi a própria Panini quando iniciou a distribuição setorizada, que forçou muitos, mas muitos leitores/colecionadores a se acostumar a comprar seus GIBIs pela net, pelo correio ou até via sebo ( mas isso ele sabe, não é? )








PERGUNTA 7




Essa vai por etapas:




"Não temos como mensurar o quanto a pirataria afeta o mercado de quadrinhos". Também com pesquisas altamente científicas e detalhadas como a que mostrou o 'perfil do leitor brasileiro', não tem como mensurar nada.




"Mas, por exemplo, se alguém escaneia Lanterna Verde #1, disponibiliza na internet e, consequentemente, mais 50 pessoas baixam a revista, 50 exemplares deixam de ser vendidos" É, não dá pra mensurar, mas dá pra chutar! E que chute, hein? Quem conhece os leitores/colecionadores sabe que não é bem assim. Produtos mais baratos você compra pra experimentar. Se é caro ou não se tem dinheiro sobrando procura-se conhcê-lo antes de investir . E isso não é algo novo, antigamente, antes da net, os leitores/colecionadores conversavam sobre os GIBIs contavam as histórias pra quem ainda não tinha lido e até emprestavam os GIBIs para que outros lessem, e isso não diminuia as vendas, pelo contrário, incentivava.




"Citando um outro exemplo, no caso as locadoras de DVDs, muitas estão fechando as portas, pois não conseguem competir com os piratas". Ok, essa eu vou dar um desconto pois nosso amigo não é da área de dvd. Os piratas fazem a festa por causa do preço de venda. Muitos de nós já sabemos que o custo de pordução de um DVD ( mesmo levando em conta toda a produção original, atores, cenários, etc ) não justifica a venda de um box original de uma série com 6 discos por 130 reais ( a não ser que o problema seja com o custo de gráfica que faz a caixa! Vai saber, a gasolina, os funcionários... ).




"O pior é que, em última instância, o produto pirata acaba inviabilizando o modelo pirateado e, dentro de algum tempo, pode não existir mais nada para piratear" Sim, isso é correto, mas aumentar os preços, elitizar grandes títulos lançando somente em livrarias e fazer escolhas do que publicar sem levar em conta o gosto de seus consumidores não ajuda em nada a evitar a pirataria ( scans ).




"É interessante perceber que a grande maioria dos leitores que vão a um site comentar algo sobre quadrinhos são leitores de scans e afirmam que já não leem HQs impressas!" Pois bem, voltemos ao começo. Não deveria ser possível para um grande conhecedor do mercado brasileiro dos GIBIs perceber que as pessoas que frequentam sites de GIBIs e que comentam algo ( de bom ou de ruim ) são pessoas, de todos os tipos mas que em comum tem o fato de já terem se habituado a utilizar a net como seu principal veículo para fazer e manter amizades, fazer compras, saberem das novidades e inclusive, EXPRESSAREM SUAS OPINIÕES. Tem muita gente que eu conheço que frequenta fóruns, faz comentários em sites e blogs e que odeia scans.E mesmo que eles só lessem scans, eles continuariam sendo leitores de GIBIs, não é? Ou o 'perfil do leitor brasileiro' ao invés de significar 'perfil do leitor DE GIBIS DE SUPER HEROIS DA PANINI brasileiro' como ficou parecendo antes, significa 'perfil do leitor DE GIBIS DE SUPER HEROIS DA PANINI EM PAPEL brasileiro'?? E tem o seguinte, é fácil, mas pouco ético ao meu ver, desqualificar os clientes que te fazem críticas para justificar falhas empresariais.









A seguir:







A Revolução Panini Pt3
COMENTÁRIOS DOS LEITORES

A Revolução Panini Pt3


A Revolução Panini Pt3
COMENTÁRIOS DOS LEITORES



Vou reproduzir abaixo alguns dos comentários feitos na materia da entrevista no site Omelete por leitores que leram a entrevista. Os aqui selecionados são aqueles que achamos mais interessantes pelo seu senso crítico. Existem também comentários aprovando a revolução, elogiando a Panini e pedindo pro pessoal dar um voto de confiança pra editora. Pra conferir basta ir ao site.



Em alguns casos fizemos 'comentários dos comentários'. Voces podem identificá-los, como sempre, pela cor 'azul tristonho'.





Pedro (13/04/2010 12:44:23) RIDICULO!!!Avante Vingadores/Universo Marvel: Dobrou o preço, mas nao dobrou o numero de paginas...As demais tiraram 24 paginas, e baixaram $1,45!!!E chamar o leitor de imbecil...





Rodrigo César (13/04/2010 11:29:38) Caramba! A coisa pegou fogo mesmo! Eu só queria saber mesmo se alguém da Panini vai voltar aqui pra ler as respostas (muitas muito bem embasadas) dos leitores ou vai dar o assunto como "encerrado".



- Ao pessoal que diz que na época da Abril havia mudança constante e maior de preços: Vocês não se lembram de como tudo subia naquela época? Isso era culpa da inflação e não da Abril! O país vivia um momento economicamente ruim e isto era reflexo de uma situação maior e mais generalizada e não das vontades de uma editora;



- Aos que defendem a Panini quanto ao não aumento constante dos preços: Novamente isto é reflexo da situação econômica do país e não da "benevolência" de uma editora como disseram aqui já;



- Quanto às "pesquisas e dados" apresentados pelo editor: Tenha santa paciência, é contradição atrás de contradição! Dizer que 50 leitores de scans não compram 50 revistas (só se as revistas forem ruins, é ÓBVIO) e depois dizer que não dá pra medir o impacto da pirataria no mercado é irresponsabilidade e um tanto infantil para alguém que trabalha a tanto tempo no mercado;- Aos que defendem a pirataria: Vocês só estão certos se ainda contribuem com o mercado, se ninguém comprar, uma hora nem pra piratear vai ter e se consomem o lixo via pirataria apenas para gastar no que é bom, isto vai forçar o mercado a melhorar;



-- Agora uma dúvida que eu sempre tive quanto às decisões quanto a luxo e capas duras, a porcentagem de leitores que deixam de comprar um material por este ser caro demais graças aos "luxos exigidos" é menor do que a porcentagem que vai comprar justamente porque uma revista tem capa dura? Tudo bem que acredito que tenha gente que compre porque a capa é dura e tal (tem louco pra tudo) mas a maioria não compra pelo conteúdo? E este conteúdo não venderia mais se não fosse tão caro? Que espécie de solução é essa?



-- A entrevista do Omelete foi bem rasa, faltou muitas perguntas chave como por exemplo, como exigir que alguém desenbolse 150 contos num Sandman que não se sabe se passará do primeiro volume?Faltou imparcialidade? Ou foi orientação do próprio editor do tipo "se me prensar eu não dou entrevista alguma"?





Marcos (13/04/2010 11:41:16) Só leio o Demolidor. Pelo novo modelo terei que aguentar 148 páginas das quais apenas 22 seria do personagem.Ridídulo.Com certeza vou parar de ler



Alô, Sr.Editor, são pessoas assim que, quando encontram os scans, aderem a essa mídia e não pessoas mal intensionadas que querem acabar com o mercado.





Edvaldo (13/04/2010 11:30:23) SUGESTÃO:Sendo o Omelete um grande veículo de comunicação nerd, sugiro que o site faça uma pesquisa com os milhares (senão milhões) de Omelenautas visando saber o que os leitores querem ver publicados nos mixes da Panini, em especial esses de 144 páginas que estão levantando suspeitas e sendo "queimados" mesmo antes de serem publicados.Poderia ser em forma de enquete, onde os principais personagens estariam listados, cabendo a cada leitor CADASTRADO no site votar APENAS UMA VEZ nos títulos que eles querem ver publicados.Daí é só esperar a Panini ser competente o suficiente para construir os mixes.



Meu caro Edvaldo, o editor já mostrou que tem tido sobre controle com sua perquisa cartola de mágico ( cada vez que ele precisa ele tira um coelho novo dela ).




hougan (13/04/2010 11:36:22) o problema é que a Panini está vendo os leitores como um todo..se esquecendo que há aqueles que só curtem um personagem...se ele vai para outra revista,oleitor se obriga a comprar a outra ou deixar de acompanhar a série...sem falar naqueles que compram mais de um título que com certeza irão pagar mais caro para ver seus personagens favoritos...ganha-se de um lado...perde-se de outro...foi esse tipo de coisa que acabou com a Abril...com certeza muitos continuarão fiéis...mas há aqueles que infelizmente não conseguem manter suas coleções por causa das mudanças drásticas...se a Panini acha essas baixas acetáveis,então acho que ela tem que rever seus conceitos...




Edvaldo (13/04/2010 11:45:14) (caraca...)Deu pra perceber que os leitores têm muito mais a dizer do que simplesmente apontar os piolhos que acharam na edição? Por que a Panini quase que só publica isso nas seções de cartas?(pergunta retórica)




Carlos Eduardo (13/04/2010 13:52:50)



Comentário de Kemoth: "O fato é que o leitor brasileiro sempre vai reclamar das editoras nacionais."



E sabe por quê? Porque não é tratado como leitor, mas como consumidor. Muito embora uma editora de quadrinhos seja uma empresa e esta tenha suas políticas de gerenciamento e vendas, um consumidor de quasdrinhos, por isso mesmo, é tido como aquele que não tem escolha, que não pode optar por outro produto concorrente de qualidade semelhante ou superior.Ora, se a Panini Comics Brasil considerasse seus consumidores leitores, os trataria com menos indolência e tentaria abrir nichos em outros mercados sem sacrificar os que já tinha consolidados. Reestruturar seus produtos com vistas a atrair um público maior é válido e perfeitamente compreensível. Mas quando isso vira um manjado artifício para aumentar preços "disfarçado" de reestruturação editorial, só mostra que o cinismo dos editores vem, sim, de há muito tempo atrás e continua em pleno vigor. Quando certas mudanças são feitas para ajustes de mercado ou coisas assim, é óbvio que o leitor entende, mediante as circunstâncias em que vive. Mas não é assim que as coisas nesse mercado acontecem! Quantas editoras surgiram e despareceram ao longo dos anos, com promessas idênticas, dizendo que iriam fazer e acontecer? E, no final, o resultado foi sempre o mesmo: o leitor fica sem seu quadrinho preferido, com de arcos de histórias interrompidos e a sensação de que fora feito de palhaço. Aí, sempre surge outra editora com o mesmo papo: aproveita da "orfandade" do leitor de quadrinhos para fazer populismo editorial. Foi assim com a Metal Pesado/Brainstore/Atitude, foi assim com a Pandora e foi assim com a Pixel.Daí a razão do leitor reclamar. Ele é sempre o primeiro a ser feito de otário, pois é último a saber do destino das revistas que gosta de comprar. Ele nunca é consultado para mudanças nas revistas que compra. É ele quem fica "na mão" quando mudam seu personagem favorito de uma publicação para a outra, estragando a coleção ou complicando (e invalidando) sistemas de assinatura com isso. Claro, alguns reclamam mais que outros, mas essa "revolução editorial" infeliz só conseguiu capitalizar reclamações, principalmente daqueles que, até agora, não tinham reclamado de nada, apesar dos pesares. Isso demonstra seu grau de cansaço com essas políticas caducas.Enquanto o mercado de quadrinhos for tratado como se fosse entretenimento descartável, sem méritos outros que não um reles passatempo, editores não se sentirão obrigados a levar a sério seus consumidores (e não leitores), isso é fato. As meias respostas, as evasivas perenes e as tentativas de esconder a falta de planejamento de médio prazo para suas publicações continuarão sendo feitas. Isto é Brasil, único lugar onde a palavra revolução é sinônimo de MESSIANISMO.



Meu caro Carlos, aqui no Brasil oleitor/colecionador de GIBIs não é tratado nem como um mero consumidor. Pois consumidor tem direitos e as grandes empresas ( tirando as de telefonia e planos de saúde ) já sabem disso e procuram tratá-los com respeito e atenção. No nosso caso, estamos mais para REFÉNS!




EDIS (13/04/2010 12:53:40) Devemos parar de olhar para o próprio umbigo. se quisermos continuar a desfrutar de excelente material em banca. Não basta ler, guardar/colecionar, devemos incentivar/criar novos leitores, Pegue aqueles gibis pelos quais vc não tem mais interesse, ou tem repetido e doe para um sobrinho, amigo, vizinho quem quer que seja e demostre interesse. Deixe que sintam o cheiro da tinta (ou até mesmo do mofo) vejam o papel amarelado e aprendam a dar valor á uma boa HQ. Garanto que vale muito mais para a formação de novos leitores que simplesmente disponibilizar um link na internet.
Concordo em partes com você, Edis. Mas acho injusto jogar a responsábilidade de formar novos leitores nos antigos. É muito comodo para as editoras, bancas, comic shop e por que não até para os sebos ver os colecionadores comprando a mais ou desfazendo de parte de sua coleção para manter vivo o hábito da leitura de GIBIs ( e os lucros das grandes empresas ).




 
Mitchel (13/04/2010 14:00:24) "Tanto a Marvel quanto a DC Comics aumentaram recentemente o valor de suas revistas, as quais têm apenas 36 páginas (incluindo as capas), podendo chegar a U$ 3,99, o que, convertido pela cotação mais baixa do dólar, daria por volta de R$ 6,95. Detalhe: são apenas 22 páginas de quadrinhos!"Não é verdade. Para compensar seu aumento de preços, a DC colocou em várias revistas uma segunda história de menos páginas, as Second Feature, passando as revistas com essas histórias terem 44 páginas.Pior que li em algum lugar que no fórum da editora o Oghh disse não ter planos para essas histórias curtas.O que ainda não entendi nessa explicação de que a diminuição de páginas da revista aumenta o preço, foi que no aumento de páginas das revistas (as de 148 páginas) aumenta mais ainda o preço. Pelo pensamento da Panini/Mythos, as revistas de 148 páginas não poderiam custar R$ 14,90




Vader (13/04/2010 14:07:12) Não é meio contraditório o cara falar que a maioria do público gosta da revista no papel e que a maioria do público não tem acesso a internet e que a maioria do público não gosta do formato digital e que mesmo assim a pirataria é um problema?Ué, mas a pirataria é digital e é lida direto na tela do PC. Se a maioria das pessoas não tem internet e prefere ler no papel, então a pirataria não deveria ser problema!Ou esse cara não sabe o que tá falando ou as editoras tem uma visão muito defasada da realidade dos quadrinhos, principalmente do formato digital e suas possibilidades.Ou as duas coisas.




Brunno (13/04/2010 09:30:49) CONCLUSÃO:Primeiramente gostaria de agradecer ao (o)melete pela atenção dispensada aos seus leitores. Como alguns testemunharam, fui um dos críticos sobre a postura do site em relação à abordagem desta mudança e acredito que vocês cumpriram com o objetivo principal, noticiar e dar espaço aos dois lados para se manifestarem (nós, leitores e a Panini, representada pelo Helcio de Carvalho).
Em segundo lugar, gostaria de agradecer ao próprio Helcio de Carvalho, por me fazer perder meu tempo lendo tanta incoerência num mesmo lugar. Acredito que o senhor perdeu uma excelente chance de estreitar a relação com seus consumidores e esclarecer melhor toda a "mudança" efetuada pela Panini. Cito partes conflitantes das suas respostas:




"O leitor de quadrinhos médio brasileiro tem entre 15 e 35 anos"- Jura?! Com base em quais dados? Foi feita uma pesquisa? Essa pesquisa visava só à idade dos leitores, né?! Já a satisfação com a publicação do material...




"Costuma comprar quase todas as edições mensais publicadas pela Panini, bem como algumas edições especiais"- Se o grande consumidor da Panini são as pessoas que compram quase tudo, porque uma estratégia de marketing para quem compra pouco?




"A maioria dos leitores já deixou bem claro que compraria mais se as revistas fossem mais baratas"- Uma das poucas coisas realmente coerentes! Então porque não baratear mais ainda e lançar apenas os títulos de um personagem só por revista, quase nos moldes americanos? Afinal, o senhor mesmo disse que isso é viável...




"Então, ao reduzirmos a estrutura das revistas para 3 histórias por edição, estamos deixando o mix mais de acordo com o que o leitor aprecia"- Sério?! Com base em quais dados? Foi feita uma pesquisa? Essa pesquisa visava só à apreciação dos leitores, né?! Já a satisfação com a publicação do material...




"Por último, não podemos esquecer que a Panini manteve suas revistas sem reajustar preços de 2005 até 2008 - fato absolutamente inédito neste país"- Por favor, não insulte seus consumidores. O fato foi inédito em decorrência da inédita "estabilidade econômica" alcançada, não em detrimento da benevolência de uma editora.




"Edições especiais costumam atrasar por diversos motivos que fogem à nossa vontade (...) perto da época de tradução e letreirameno, fomos surpreendidos com a notícia de que a editora americana não tinha os arquivos digitais e estava digitalizando a publicação naquele momento"- Meu Deus?! Esse é o atestado de burrice mais claro que alguém no mercado editorial brasileiro já produziu! COMO você se propõe a editar um material sem mesmo saber é possível? Significa que todas as decisões são baseadas no "achismo"? É o que parece...




"Daqui para frente, alguns produtos designados para livrarias e lojas especializados poderão sofrer uma flexibilização no acabamento final. E estamos sempre avaliando formas de reduzir preços" - Ora, vai diminuir a qualidade dos produtos de livraria mesmo o consumidor sendo mais exigente? Não consigo encontrar na literatura especializada sobre marketing uma estratégia que corresponda a este processo...




"A grande maioria de nossos leitores prefere comprar seus gibis impressos, para guardá-los na estante, como itens de colecionador"- Vai lá em casa ver a bagunça que seus vários formatos provoca na minha estante...




"O leitor médio brasileiro não necessariamente tem acesso à Internet em sua residência ou a equipamentos mais sofisticados"- Ah?! Com base em quais dados? Foi feita uma pesquisa? Essa pesquisa visava só à posse dos leitores, né?! Já a satisfação com a publicação do material...




"Se tudo virasse digital, ele com certeza não poderia acompanhar o que publicamos"- E o que vocês NÃO publicam?"Impressão sob demanda é uma possibilidade, mas não a curto prazo"- Por quê? O que está sendo feito para mudar este cenário?! Vocês estão no mercado a quase dez anos e ainda considera isso um curto prazo?




"Não temos como mensurar o quanto a pirataria afeta o mercado de quadrinhos"- Então não presuma que se 50 pessoas baixam a revista, 50 exemplares deixam de ser vendidos! Isso é irresponsabilidade.




"É interessante perceber que a grande maioria dos leitores que vão a um site comentar algo sobre quadrinhos (como aconteceu em relação à divulgação das mudanças editoriais da Panini) são leitores de scans e afirmam que já não leem HQs impressas!"- Generalizando de novo? As criticas mais veementes e melhor fundamentadas são de leitores e compradores. Os leitores de scan estão justificando a opinião deles. Se estiverem certos ou não, não me interessa. Eu sou o leitor que compra! E é comigo que você deve se preocupar
Eu considero o assunto encerrado.O Helcio de Carvalho perdeu uma oportunidade ouro... E deixou bem claro que a editora está aí, arriscando, na tentativa de acertar o alvo. Se vai acertar eu não sei. Mas acho difícil. Uns vão parar de comprar, outros vão diminuir o que compram e outros passarão a comprar. Será que os últimos serão mais numerosos que os primeiros? E não se enganem. A Panini só vai dar ouvidas as nossas queixas quando propuser sua próxima ‘reestruturação’.




Acho que existem pessoas que estão a muito, muito, muito, muito tempo envolvidas com este mercado e que seria hora de propor algo novo e mais jovem. Não se pode pensar em quadrinhos hoje como a vinte anos atrás. E as mesmas pessoas de vinte anos atrás estão aí até hoje...




Nós, colecionadores, vamos reclamar e não vai adiantar nada. Mas não digam que eu não avisei! E sou o primeiro a pegar em tochas se vocês quiserem incendiar o castelo.




Podemos discutir planos de boicote... Uma revista por mês... Um protesto civilizado e organizado... Enviar um nariz de palhaço para cada assinante da Panini... Inscrever os funcionários em cursos de marketing, administração, gestão empresarial... Chamar o Justus!...Unidos podemos mais. Avante Vingadores




A seguir:

A Revolução Panini Pt4
CONCLUSÃO

A Revolução Panini Pt4


A Revolução Panini Pt4
CONCLUSÃO - TOP GIBI


O grande assunto a ser tratado nessa revolução, ao nosso ver, não é o aumento de preços ou a situação econômica do mundo. É sim a maneira como os consumidores de GIBIs são tratados no Brasil.
Aumentos de preços sempre aconteceram em todos os lugares, não é um castigo só para os brasileiros. Agora fazer um aumento de preços e disfarçar de 'ação pró leitor'...

Históricamente, apartir da Editora Abril, o leitor de GIBIs foi, aos poucos, sendo transformado, aos olhos das editoras, em artigo de segunda categoria. Elas começaram a acreditar que, os leitores/colecionadores estavam a sua mercê. Que eles não tinham escolha. Elas escolhiam o que publicar, o formato, a periodicidade e até se iriam publicar até o fim. Apostavam no desejo, no apego que esses leitores/colecionadores tinham pelos personagens e que isso os faria continuar comprando independente da qualidade ou do custo/beneficio.
O pior é que por muito tempo elas ganharam essa aposta mas sem perceber que, mesmo com a entrada, ano após ano, de novos leitores/colecionadores, as suas vendas continuavam lentamente a diminuir. Isto porque a paixão que as pessoas tinham pelo univeros dos GIBIs, com poucas excessões, acabava esmagada pela desilusão e raiva gerada pela forma como elas eram publicadas no Brasil.
Agora a coisa começa a ser diferente. Parece que finalmente nós, leitores/colecionadores de GIBIs, estamos percebendo que somos CONSUMIDORES, que temos direitos, que somos inteligentes e que não precisamos ser enganados com historinhas. Nós fazemos essa engrenagem funcionar. As editoras é que precisam dos leitores/colecionadores de GIBIs e não o contrário. Se nós parassemos de comprar os GIBIs publicados no Brasil ( e tem muita gente optando por isso ), elas é que entrariam pelo cano.

A Editora Abril, no que se refere a Marvel, sempre teve escolhas duvidosas ( pra falar só de algumas das que acho mais graves ):
Não publicar na integra os Campeões, Os Invasores e os Defensores originais, demorar quase 3 anos para começar com os Vingadores, a péssima coloração dos GIBIs chegando ao cúmulo de ter histórias em que cada quadrinho era inteiro de uma cor ( um era roxo, outro laranja... ),etc. Depois, encher os GIBIs com personagens como os Micronautas, Senhor das Estrelas, Indiana Jones e Guerra nas Estrelas, coisas que não tinham nada a ver com o Universo Marvel e que ocupava um espaço precioso, e quando alguém escrevia pedindo algum material que era dos herois Marvel, a editora dizia que não tinha espaço.

E com a DC foi pior:
Republicar material com quase 20 anos, que já haviam sido publicados e até republicados pela EBAL. Tratar a Liga da Justiça ( original ) como grupo de 2ª linha, nunca ter aberto espaço - nem em forma de texto ou edições especiais - para as Terras Alternativas ( Terra X, Terra S, etc ), permitir uma diferença de cronologia imensa com a americana, tanto que, quando Crise nas Infinitas Terras chegou, tudo ficou bagunçado, muitos leitores ficaram confusos ( alguns chegaram a achar que muitos daqueles personagens haviam sido criados especialmente para ilustrar Crise, como o Sindicato do Crime, os personagens da Charlton Comics... ) e ninguém da editora se preocupou em lançar, por exemplo, um especial mostrando quem é quem e contando aos leitores sobre o universo pré crise.

Quando a Panini chegou muitos a beatificaram por tudo ser em formato americano, com mais páginas e qualidade superior ao original. Mas se esqueceram que as cabeças "pensantes" ( há controvérsias ) da Panini eram as mesmas da Abril. E não há como obter resultados diferentes usando os mesmos métodos.

Quanto aos custos de gráfica, é lógico que é alto, mas nós sabemos que, toda a indústria que é líder de mercado e quer se manter assim, investe em equipqmentos próprios, treinamento dos funcionários e pesquisas para conhecer DETALHADAMENTE seu consumidor. Agora pensem comigo: se um prefeito é dono de uma construtora, porque ele investiria em contratar pessoal e equipamentos para a prefeitura construir casas ( mesmo que assim, as casas fossem ficar melhores e mais baratas ) se ele pode terceirizar a sua própria empresa para isso?

Alguns falam que os GIBIs americanos são cheios de propaganda. Mas elas são, além de uma ótima fonte de renda, uma ótima maneira de vincular seu produto com o de outras empresas.
E poderia ser uma estratégia para abaixar os preços. Com uma boa parte do GIBI 'subsidiado' pelas propagandas, eles poderiam ser bem mais baratos, ficando acessíveis a mais pessoas, estimulndo o colecionismo, que diminuiria a quantidade de GIBIs usados no mercado levando quem os procura para as bancas de novos e não aos sebos ( e olha que nós somos o Blog de um sebo!!! ) aumentando as vendas.
Em um estágio mais avançado seria como na TV: ninguém paga para ver o sinal aberto, por isso todo mundo assiste, com essa visibilidade as emissoras recebem centenas de milhões de reais em propaganda, com isso tem dinheiro para fazerem melhores programas, e quanto melhores os programas mais gente assiste, e quanto mais gente assiste mais as empresas pagam em propaganda para as emissoras, num circulo interminável e lucrativo para todos.
Porque hoje, só temos propagandas nos GIBIs de outros GIBIs? O espaço é muito caro? As editoras ( ou os editores ) não querem? Ou são as empresas que não vêem nos GIBIs de hoje o potencial para exibir seus produtos ( se eu fosse de uma grande empresa e um editor-chefe me apresentasse o 'perfil do leitor brasileiro' que vi na entrevista, certamente não me interessaria ).

Por falar em 'perfil', uma grande empresa precisa, isso não é mais uma opção, conhecer o seu mercado, os seus concorrentes ( que faltam nos GIBIs Marvel/DC hoje no Brasil ) e principalmente seus consumidores!!!
Além da idade é preciso saber coisas como escolaridade, classe social, renda familiar, onde mora, personagens preferidos ( e os que não gosta ), quantos são leitoes quntos são colecionadores ( há uma grande diferença ), quantos compram um GIBI apenas por causa de uma história ( de um GIBI com 4 histórias que vende por ex 10.000 exemplares quantos foram vendidos apenas por causa de uma de suas histórias, qual história vendeu mais, qual menos, e quantos desses GIBIs foram vendidos por causa de um mix acertado pela editora ), etc.
É necessário também, fazer constantes pesquisas de satisfação, para saber a aceitação do preço, do formato, do mix, da distribuição, do custo-benefício ( que tem gente que nem sabe o que é!!! ), enfim, saber QUEM é seu cliente, PORQUE ele é seu cliente, ONDE ele está e O QUE ele acha do seu produto e da sua empresa.
Um chutometro só encobre ou um total despreparo ou uma tentativa prá lá de incompetende de 'dar um migué' ( basta saber migué em quem... )

A Bloch, que muitos criticam hoje em dia, foi uma editora que deu uma aula de marketing nos GIBIs ( e um show de trapalhadas na sua área administrativa ). Ela pegou os personagens da Marvel, que tinham pouco espaço na EBAL, e os tornou mais falados e famosos dos que os da DC. Isso foi feito graças a decisões simples como a de fazer uma parceria com um programa de TV que passou a exibir os desenhos Marvel, que eram iguais aos GIBIs o que trouxe uma nova legião de fãs ( que dura até hoje ) para os herois.
Outra decisão foi a de introduzir as gírias. Na época os jovens, adolescentes e crianças brasileiras estavam começando a ter sua voz ouvida. E essa voz eram as gírias. Ao implementar isso a Bloch conseguiu aproximar os seus GIBIs deles criando uma verdadeira conexão, que se refletiu em vendas maiores. As cores usadas pela editora ( que hoje parecem esdruxulas e exageradas ) eram na realidade mais um atrativo e totalmente integrado a realidade dos anos 1970. Quem duvida basta olhar as cores das roupas, dos carros e até das casas da época.

E hoje o que é feito para atrair o olhar dos jovens e das crianças para os GIBIs? Com tantos desenhos animados e filmes de personagens Marvel/DC por aí, porque não temos nada que vinculem os GIBIs a televisão e aos cinemas? Porque uma multinacional dirigida por mestres dos GIBI ( há controversias ) com décadas de experiencia e conhecimento ( há controversias ) não consegue repetir o que uma editora nacional, que até aquele momento nunca havia mexido com GIBIs, conseguiu há mais de 30 anos?

Realmente, editorar e publicar GIBIs no Brasil é muito dificil, mas TUDO fica mais dificil quando falta competência, profissionalismo, conhecimento ( de verdade ), e principalmente humildade para reconhecer a importância dos seus consumidores!
 
Agora é ter fé e lutar pelos nossos direitos e para que as coisas mudem... pra melhor!!!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Feira de GIBIs


Vai acontecer, nesta semana, dias 15,16 e 17 ( sexta, sábado e domingo ) a 1ª Feira de HQ promovida pelos Amigos do MIS ( Museu da Imagem e do Som de Campinas ). A organização promete uma lista variada de atrações com palestras, workshops e uma sortida área de venda de GIBIs e artigos relacionados ( BUNEKINHUS, memorabília, DVDs, etc ).



O horário será das 10:00 as 18:00 e o local o Palácio dos Azuleijos no centro de Campinas. A entrada é franca.
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