segunda-feira, 19 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Bunekinhus do Aranha 2



Esta é muito interessante pois mostra que lá nos States também tinham os 'Bunekinhus Paraguaios' que pra não ter problemas de licença 'fingiam' ser um personagem famoso, neste caso o Aranha.

Este foi feito para as
Esse é um tradicional,

E se a grana tiver curta e ainda quiser um
Mas se você estiver lascado mesmo ainda pode ter o seu
Bunekinhu Aranha feito de bexigas...

É bom que meus amigos gostem do Aranha de bexigas pois, com a atual falta de grana, acho que é isso que eles vão ganhar nesse Natal...
quarta-feira, 14 de abril de 2010
A Revolução Panini Pt1
Nós do Blog TOP GIBI sempre procuramos falar aqui sobre GIBIs buscando assuntos curiosos, e com uma linguagem descontraída e divertida. Mas hoje é dia de falar sério.
A Revolução Panini Pt1
A REVOLUÇÃO - O QUE É?
De acordo com a Panini, uma reestruturação na linha editorial dos GIBIs Marvel/DC publicados por ela, visando baratear o custo para os seus leitores.
Hoje temos 10 títulos: Homem-Aranha, Marvel Millennium - Homem Aranha, X-Men, X-Men Extra, Wolverine, Novos Vingadores, Avante, Vingadores!, Reinado Sombrio, Marvel Max e Universo Marvel.
Todos mensais e tinham 100 páginas por R$ 7,95 e mix com 4 histórias
7 gibis mensais de 76 páginas - R$6,50 e mix com 3 histórias
Homem-Aranha
X-Men
Wolverine
Novos Vingadores
Reinado Sombrio
Ultimate Marvel ( Nova - Que na prática substitui Marvel Millennium - Homem Aranha )
Homem de Ferro ( Nova - Que na prática substitui Marvel Max )
2 gibis mensais de 148 páginas - R$14,90 e mix com 6 histórias
Universo Marvel
X-Men Extra
2 gibis bimestrais de 148 páginas - R$14,90 e mix com 6 histórias
Avante, Vingadores!
A Teia do Homem-Aranha ( essa realmente nova )
DC
Hoje 'temos' 6 títulos:Superman, Batman, Liga da Justiça, Dimensão DC - Lanterna Verde, Novos Titãs que acabou em abril e Superman & Batman que acabou em fevereiro .
Todos mensais e tinham 100 páginas por R$ 7,95 e mix com 4 histórias
4 gibis mensais de 76 páginas - R$6,50 e mix com 3 histórias
Superman
Batman
Liga da Justiça
Dimensão DC - Lanterna Verde
2 gibis mensais de 148 páginas - R$14,90 e mix com 6 histórias
A Sombra do Batman ( que vem para o lugar de Superman & Batman )
Editor da Panini Comics explica mudanças e rebate críticas de leitores
Helcio de Carvalho concede entrevista exclusiva ao Omelete
13 de Abril de 2010
Helcio de Carvalho: O leitor de quadrinhos médio brasileiro tem entre 15 e 35 anos. Costuma comprar quase todas as edições mensais publicadas pela Panini, bem como algumas edições especiais. Logicamente, com revistas mais baratas, ele terá a opção de consumir mais. E há também aquele leitor que passa de vez em quando por uma banca de jornal só para dar uma olhada no que vem sendo publicado. Se algum título o atrai e apresenta um preço convidativo, muito certamente ele sai da banca levando a revista.
OMELETE: Na ponta do lápis, as mudanças representam um aumento de preço em relação à quantidade de conteúdo. Gibi mais barato, mesmo com menos páginas, vende mais? E por quê?
Helcio de Carvalho: A maioria dos leitores já deixou bem claro que compraria mais se as revistas fossem mais baratas. Entretanto, reduzir a quantidade de páginas não significa apenas dividir o valor do custo da revista com mais páginas e multiplicar pela quantidade de páginas da revista de menor número. O custo gráfico de uma publicação varia de acordo com a quantidade de páginas, mas é evidente que a diminuição de preço é muito mais atrativa para aquele leitor que está acostumado a desembolsar uma certa quantia em dinheiro e que acaba não ficando satisfeito por encontrar histórias de personagens que não curte tanto assim. Então, ao reduzirmos a estrutura das revistas para 3 histórias por edição, estamos deixando o mix mais de acordo com o que o leitor aprecia.
Helcio de Carvalho: Bom, o preço da gasolina e do álcool aumentam constantemente e não baixam só porque o dólar ficou mais barato. Outros custos são envolvidos nessa equação. Vamos exemplificar: temos a gráfica, com seus funcionários e seus custos operacionais, importação de papel, custos editoriais, custos fiscais, impostos e taxas, custos de distribuição, custos de divulgação, pagamento aos donos de bancas e livrarias, custos de arquivos digitais, pagamentos de royalties, compra de softwares originais, aquisição e atualização de equipamentos...
Produzir quadrinhos não é barato. Em lugar nenhum do mundo. É só colocar na ponta do lápis que qualquer um pode ver isso. Tanto a Marvel quanto a DC Comics aumentaram recentemente o valor de suas revistas, as quais têm apenas 36 páginas (incluindo as capas), podendo chegar a U$ 3,99, o que, convertido pela cotação mais baixa do dólar, daria por volta de R$ 6,95. Detalhe: são apenas 22 páginas de quadrinhos! Uma revista mensal da Panini como Superman, por exemplo, passará a custar R$ 6,50, apresentando 3 histórias. Se um leitor comprasse três revistas importadas, teria que desembolsar R$ 20,85. Veja que diferença brutal! Então, sim, os leitores saem ganhando com isso. Por último, não podemos esquecer que a Panini manteve suas revistas sem rajustar preços de 2005 até 2008 -- fato absolutamente inédito nesta país.
Helcio de Carvalho: Edições especiais costumam atrasar por diversos motivos que fogem à nossa vontade. Por exemplo, em certa ocasião, decidimos publicar um material antigo da Marvel. Porém, perto da época de tradução e letreirameno, fomos surpreendidos com a notícia de que a editora americana não tinha os arquivos digitais e estava digitalizando a publicação naquele momento. Ou seja, tivemos de esperar. Em outros casos, como a minissérie "Grandes Astros: Batman & Robin", tomamos a decisão de publicar depois que já tinham sido lançadas várias edições. Infelizmente, o roteirista Frank Miller parou de produzir histórias e o artista Jim Lee afirmou que só voltaria a desenhar quando tivesse o roteiro de duas edições completas. Graças a Deus, parece que finalmente estão acertando isso lá na DC.
De qualquer forma, uma medida que adotamos para sanar certos problemas foi publicar apenas o que já tivesse arquivos digitais. E, principalmente, arquivos digitais de títulos lançados ou republicados há não muito tempo, pois existe uma grande diferença na forma como certas edições são digitalizadas. Em produtos mais recentes, a arte recebe um tratamento melhor e chega até a passar por recolorização.
OMELETE: Outra reclamação é a opção por capa dura em lançamentos para livraria, que encarecem material (como Preacher, ZDM e outros) que no original não recebiam esse tratamento gráfico. Por que manter essa opção?
Helcio de Carvalho: Isso é relativo, já que Preacher está saindo recentemente nos Estados Unidos somente em capa dura. E há também o fato de que a Panini decidiu atuar no segmento de livrarias com um diferencial na qualidade gráfica. O público de banca e o de livraria já demonstrou ser diferente, mais exigente. Daqui para a frente, alguns produtos designados para livrarias e lojas especializados poderão sofrer uma flexibilização no acabamento final. E estamos sempre avaliando formas de reduzir preços. A linha Panini Books com certeza trará boas novidades no curto prazo também.
OMELETE: Outros recursos, como distribuição digital, impressão sob demanda, vendas online direto com a editora ou outros foram considerados? Ou o mercado brasileiro não tem fôlego para sair do tradicional gibi de banca?
Helcio de Carvalho: Além do nosso mercado não comportar essas mudanças, nada se compara a ler um gibi em papel. A grande maioria de nossos leitores prefere comprar seus gibis impressos, para guardá-los na estante, como ítens de colecionador, não em HDs ou aparelhos com recurso de leitura digital. O leitor médio brasileiro não necessariamente tem acesso à Internet em sua residência ou a equipamentos mais sofisticados, como o recente iPad, dependendo de lan houses para acessar o mundo da informática. Se tudo tudo virasse digital, ele com certeza não poderia acompanhar o que publicamos. Impressão sob demanda é uma possibilidade, mas não a curto prazo.
Helcio de Carvalho: Não temos como mensurar o quanto a pirataria afeta o mercado de quadrinhos. Mas, por exemplo, se alguém escaneia Lanterna Verde #1, disponibiliza na internet e, consequentemente, mais 50 pessoas baixam a revista, 50 exemplares deixam de ser vendidos, pois é pouco provável que quem lê uma revista pirateada và até uma banca para comprar a mesma publicação depois de lida. Citando um outro exemplo, no caso as locadoras de DVDs, muitas estão fechando as portas, pois não conseguem competir com os piratas. O produto pirata não paga impostos, não precisa arcar com custos de funcionários, não precisa investir em marketing e nem se preocupar com qualidade. O pior é que, em última instância, o produto pirata acaba inviabilizando o modelo pirateado e, dentro de algum tempo, pode não existir mais nada para piratear.
É interessante perceber que a grande maioria dos leitores que vão a um site comentar algo sobre quadrinhos (como aconteceu em relação à divulgação das mudanças editoriais da Panini) são leitores de scans e afirmam que já não leem HQs impressas!
Cada período deve ser visto dentro de seu contexto. Quando a Abril lançou a linha Premium, há 10 anos (note bem a distância temporal e histórica), os quadrinhos se tornaram caros demais para aqueles que não tinham um poder de consumo mais elevado. Infelizmente, isso acabou afastando muita gente das HQs e o mercado encolheu. O que a Panini está tentando agora, assim como já fez em outras oportunidades, é trazer cada vez mais leitores a esse universo reduzindo preço de capa, oferecendo ainda mais qualidade em opções de produtos.
A seguir:
OPINIÃO - TOP GIBI
ANALIZANDO A REVOLUÇÃO E A ENTREVISTA
A Revolução Panini Pt2
A Revolução Panini Pt2
OPINIÃO - TOP GIBI
ANALIZANDO A REVOLUÇÃO E A ENTREVISTA
Primeiro vamos à Revolução ( na ponta do lápis )
Marvel - antes
10 gibis mensais de 7,95 ( 1.000 páginas - R$79,50 )
Marvel - agora
7 gibis mensais de 6,50 ( 532 páginas - R$45,50 )
2 gibis mensais de 14,90 ( 296 páginas - R$29,80 )
mais
2 gibis bimestrais de 14,90 ( 296 páginas - R$29,80 )
se comprar um bimestral por mes
total ( 976 páginas - R$90,20 )
( -24 páginas e +R$10,70 )
histórias: antes 40 - depois 39 - diferença -1
custo medio por história: antes R$1,98 - depois R$2,20 - diferença +R$0,22
DC - antes
6 gibis mensais de 7,95 ( 600 páginas - R$47,70 )
DC - agora
4 gibis mensais de 6,50 ( 304 páginas - R$26,00)
2 gibis mensais de 14,90 ( 296 páginas - R$29,80 )
total ( 600 páginas - R$55,80)
( +00 páginas e +R$8,10 )
histórias: antes 24 - depois 24 - diferença 00
custo medio por história: antes R$1,98 - depois R$2,32 - diferença +R$0,34
Com os GIBIs da Marvel é ainda pior. Apesar de aumentar de 10 para 11 o número de GIBIs, na prática com os 2 bimestrais continuamos com 10 edições por mes. Mas a 'revolução' nos trouxe a perda de, no total mensal, 24 páginas, 1 história e o aumento de preço.
Para algo que visava baixar os custos para atrair novos leitores a pratica se mostrou diferente da "intenção".
Agora vamos a entrevista:
Nossa intenção é a de mostrar 'o muito que foi dito quando quase nada foi falado'.
PERGUNTA 1
O editor fala que o 'perfil do leitor brasileiro' é "ter entre 15 e 35 anos" ( eu já estou fora ) e que "compra quase todas as edições mensais publicadas pela Panini, bem como algumas edições especiais". Sinceramente, isso lá é perfil que um editor chefe da maior editora de GIBIs do Brasil apresente!!! E quanto a perguntas como quem compra seus GIBIs? Quantas pessoas lêem os GIBIs que ele compra além dele? Quais os generos de GIBI que consome? Ele coleciona ou só lê?
A seguir:
A Revolução Panini Pt3
COMENTÁRIOS DOS LEITORES
A Revolução Panini Pt3
A Revolução Panini Pt3
COMENTÁRIOS DOS LEITORES
Pedro (13/04/2010 12:44:23) RIDICULO!!!Avante Vingadores/Universo Marvel: Dobrou o preço, mas nao dobrou o numero de paginas...As demais tiraram 24 paginas, e baixaram $1,45!!!E chamar o leitor de imbecil...
Rodrigo César (13/04/2010 11:29:38) Caramba! A coisa pegou fogo mesmo! Eu só queria saber mesmo se alguém da Panini vai voltar aqui pra ler as respostas (muitas muito bem embasadas) dos leitores ou vai dar o assunto como "encerrado".
Marcos (13/04/2010 11:41:16) Só leio o Demolidor. Pelo novo modelo terei que aguentar 148 páginas das quais apenas 22 seria do personagem.Ridídulo.Com certeza vou parar de ler
Edvaldo (13/04/2010 11:30:23) SUGESTÃO:Sendo o Omelete um grande veículo de comunicação nerd, sugiro que o site faça uma pesquisa com os milhares (senão milhões) de Omelenautas visando saber o que os leitores querem ver publicados nos mixes da Panini, em especial esses de 144 páginas que estão levantando suspeitas e sendo "queimados" mesmo antes de serem publicados.Poderia ser em forma de enquete, onde os principais personagens estariam listados, cabendo a cada leitor CADASTRADO no site votar APENAS UMA VEZ nos títulos que eles querem ver publicados.Daí é só esperar a Panini ser competente o suficiente para construir os mixes.
hougan (13/04/2010 11:36:22) o problema é que a Panini está vendo os leitores como um todo..se esquecendo que há aqueles que só curtem um personagem...se ele vai para outra revista,oleitor se obriga a comprar a outra ou deixar de acompanhar a série...sem falar naqueles que compram mais de um título que com certeza irão pagar mais caro para ver seus personagens favoritos...ganha-se de um lado...perde-se de outro...foi esse tipo de coisa que acabou com a Abril...com certeza muitos continuarão fiéis...mas há aqueles que infelizmente não conseguem manter suas coleções por causa das mudanças drásticas...se a Panini acha essas baixas acetáveis,então acho que ela tem que rever seus conceitos...
Edvaldo (13/04/2010 11:45:14) (caraca...)Deu pra perceber que os leitores têm muito mais a dizer do que simplesmente apontar os piolhos que acharam na edição? Por que a Panini quase que só publica isso nas seções de cartas?(pergunta retórica)
Mitchel (13/04/2010 14:00:24) "Tanto a Marvel quanto a DC Comics aumentaram recentemente o valor de suas revistas, as quais têm apenas 36 páginas (incluindo as capas), podendo chegar a U$ 3,99, o que, convertido pela cotação mais baixa do dólar, daria por volta de R$ 6,95. Detalhe: são apenas 22 páginas de quadrinhos!"Não é verdade. Para compensar seu aumento de preços, a DC colocou em várias revistas uma segunda história de menos páginas, as Second Feature, passando as revistas com essas histórias terem 44 páginas.Pior que li em algum lugar que no fórum da editora o Oghh disse não ter planos para essas histórias curtas.O que ainda não entendi nessa explicação de que a diminuição de páginas da revista aumenta o preço, foi que no aumento de páginas das revistas (as de 148 páginas) aumenta mais ainda o preço. Pelo pensamento da Panini/Mythos, as revistas de 148 páginas não poderiam custar R$ 14,90
Vader (13/04/2010 14:07:12) Não é meio contraditório o cara falar que a maioria do público gosta da revista no papel e que a maioria do público não tem acesso a internet e que a maioria do público não gosta do formato digital e que mesmo assim a pirataria é um problema?Ué, mas a pirataria é digital e é lida direto na tela do PC. Se a maioria das pessoas não tem internet e prefere ler no papel, então a pirataria não deveria ser problema!Ou esse cara não sabe o que tá falando ou as editoras tem uma visão muito defasada da realidade dos quadrinhos, principalmente do formato digital e suas possibilidades.Ou as duas coisas.
Brunno (13/04/2010 09:30:49) CONCLUSÃO:Primeiramente gostaria de agradecer ao (o)melete pela atenção dispensada aos seus leitores. Como alguns testemunharam, fui um dos críticos sobre a postura do site em relação à abordagem desta mudança e acredito que vocês cumpriram com o objetivo principal, noticiar e dar espaço aos dois lados para se manifestarem (nós, leitores e a Panini, representada pelo Helcio de Carvalho).
Em segundo lugar, gostaria de agradecer ao próprio Helcio de Carvalho, por me fazer perder meu tempo lendo tanta incoerência num mesmo lugar. Acredito que o senhor perdeu uma excelente chance de estreitar a relação com seus consumidores e esclarecer melhor toda a "mudança" efetuada pela Panini. Cito partes conflitantes das suas respostas:
Eu considero o assunto encerrado.O Helcio de Carvalho perdeu uma oportunidade ouro... E deixou bem claro que a editora está aí, arriscando, na tentativa de acertar o alvo. Se vai acertar eu não sei. Mas acho difícil. Uns vão parar de comprar, outros vão diminuir o que compram e outros passarão a comprar. Será que os últimos serão mais numerosos que os primeiros? E não se enganem. A Panini só vai dar ouvidas as nossas queixas quando propuser sua próxima ‘reestruturação’.
CONCLUSÃO
A Revolução Panini Pt4
A Revolução Panini Pt4
CONCLUSÃO - TOP GIBI
O grande assunto a ser tratado nessa revolução, ao nosso ver, não é o aumento de preços ou a situação econômica do mundo. É sim a maneira como os consumidores de GIBIs são tratados no Brasil.
Aumentos de preços sempre aconteceram em todos os lugares, não é um castigo só para os brasileiros. Agora fazer um aumento de preços e disfarçar de 'ação pró leitor'...
Históricamente, apartir da Editora Abril, o leitor de GIBIs foi, aos poucos, sendo transformado, aos olhos das editoras, em artigo de segunda categoria. Elas começaram a acreditar que, os leitores/colecionadores estavam a sua mercê. Que eles não tinham escolha. Elas escolhiam o que publicar, o formato, a periodicidade e até se iriam publicar até o fim. Apostavam no desejo, no apego que esses leitores/colecionadores tinham pelos personagens e que isso os faria continuar comprando independente da qualidade ou do custo/beneficio.
O pior é que por muito tempo elas ganharam essa aposta mas sem perceber que, mesmo com a entrada, ano após ano, de novos leitores/colecionadores, as suas vendas continuavam lentamente a diminuir. Isto porque a paixão que as pessoas tinham pelo univeros dos GIBIs, com poucas excessões, acabava esmagada pela desilusão e raiva gerada pela forma como elas eram publicadas no Brasil.
Agora a coisa começa a ser diferente. Parece que finalmente nós, leitores/colecionadores de GIBIs, estamos percebendo que somos CONSUMIDORES, que temos direitos, que somos inteligentes e que não precisamos ser enganados com historinhas. Nós fazemos essa engrenagem funcionar. As editoras é que precisam dos leitores/colecionadores de GIBIs e não o contrário. Se nós parassemos de comprar os GIBIs publicados no Brasil ( e tem muita gente optando por isso ), elas é que entrariam pelo cano.
A Editora Abril, no que se refere a Marvel, sempre teve escolhas duvidosas ( pra falar só de algumas das que acho mais graves ):
Não publicar na integra os Campeões, Os Invasores e os Defensores originais, demorar quase 3 anos para começar com os Vingadores, a péssima coloração dos GIBIs chegando ao cúmulo de ter histórias em que cada quadrinho era inteiro de uma cor ( um era roxo, outro laranja... ),etc. Depois, encher os GIBIs com personagens como os Micronautas, Senhor das Estrelas, Indiana Jones e Guerra nas Estrelas, coisas que não tinham nada a ver com o Universo Marvel e que ocupava um espaço precioso, e quando alguém escrevia pedindo algum material que era dos herois Marvel, a editora dizia que não tinha espaço.
E com a DC foi pior:
Republicar material com quase 20 anos, que já haviam sido publicados e até republicados pela EBAL. Tratar a Liga da Justiça ( original ) como grupo de 2ª linha, nunca ter aberto espaço - nem em forma de texto ou edições especiais - para as Terras Alternativas ( Terra X, Terra S, etc ), permitir uma diferença de cronologia imensa com a americana, tanto que, quando Crise nas Infinitas Terras chegou, tudo ficou bagunçado, muitos leitores ficaram confusos ( alguns chegaram a achar que muitos daqueles personagens haviam sido criados especialmente para ilustrar Crise, como o Sindicato do Crime, os personagens da Charlton Comics... ) e ninguém da editora se preocupou em lançar, por exemplo, um especial mostrando quem é quem e contando aos leitores sobre o universo pré crise.
Quando a Panini chegou muitos a beatificaram por tudo ser em formato americano, com mais páginas e qualidade superior ao original. Mas se esqueceram que as cabeças "pensantes" ( há controvérsias ) da Panini eram as mesmas da Abril. E não há como obter resultados diferentes usando os mesmos métodos.
Quanto aos custos de gráfica, é lógico que é alto, mas nós sabemos que, toda a indústria que é líder de mercado e quer se manter assim, investe em equipqmentos próprios, treinamento dos funcionários e pesquisas para conhecer DETALHADAMENTE seu consumidor. Agora pensem comigo: se um prefeito é dono de uma construtora, porque ele investiria em contratar pessoal e equipamentos para a prefeitura construir casas ( mesmo que assim, as casas fossem ficar melhores e mais baratas ) se ele pode terceirizar a sua própria empresa para isso?
Alguns falam que os GIBIs americanos são cheios de propaganda. Mas elas são, além de uma ótima fonte de renda, uma ótima maneira de vincular seu produto com o de outras empresas.
E poderia ser uma estratégia para abaixar os preços. Com uma boa parte do GIBI 'subsidiado' pelas propagandas, eles poderiam ser bem mais baratos, ficando acessíveis a mais pessoas, estimulndo o colecionismo, que diminuiria a quantidade de GIBIs usados no mercado levando quem os procura para as bancas de novos e não aos sebos ( e olha que nós somos o Blog de um sebo!!! ) aumentando as vendas.
Em um estágio mais avançado seria como na TV: ninguém paga para ver o sinal aberto, por isso todo mundo assiste, com essa visibilidade as emissoras recebem centenas de milhões de reais em propaganda, com isso tem dinheiro para fazerem melhores programas, e quanto melhores os programas mais gente assiste, e quanto mais gente assiste mais as empresas pagam em propaganda para as emissoras, num circulo interminável e lucrativo para todos.
Porque hoje, só temos propagandas nos GIBIs de outros GIBIs? O espaço é muito caro? As editoras ( ou os editores ) não querem? Ou são as empresas que não vêem nos GIBIs de hoje o potencial para exibir seus produtos ( se eu fosse de uma grande empresa e um editor-chefe me apresentasse o 'perfil do leitor brasileiro' que vi na entrevista, certamente não me interessaria ).
Por falar em 'perfil', uma grande empresa precisa, isso não é mais uma opção, conhecer o seu mercado, os seus concorrentes ( que faltam nos GIBIs Marvel/DC hoje no Brasil ) e principalmente seus consumidores!!!
Além da idade é preciso saber coisas como escolaridade, classe social, renda familiar, onde mora, personagens preferidos ( e os que não gosta ), quantos são leitoes quntos são colecionadores ( há uma grande diferença ), quantos compram um GIBI apenas por causa de uma história ( de um GIBI com 4 histórias que vende por ex 10.000 exemplares quantos foram vendidos apenas por causa de uma de suas histórias, qual história vendeu mais, qual menos, e quantos desses GIBIs foram vendidos por causa de um mix acertado pela editora ), etc.
É necessário também, fazer constantes pesquisas de satisfação, para saber a aceitação do preço, do formato, do mix, da distribuição, do custo-benefício ( que tem gente que nem sabe o que é!!! ), enfim, saber QUEM é seu cliente, PORQUE ele é seu cliente, ONDE ele está e O QUE ele acha do seu produto e da sua empresa.
Um chutometro só encobre ou um total despreparo ou uma tentativa prá lá de incompetende de 'dar um migué' ( basta saber migué em quem... )
A Bloch, que muitos criticam hoje em dia, foi uma editora que deu uma aula de marketing nos GIBIs ( e um show de trapalhadas na sua área administrativa ). Ela pegou os personagens da Marvel, que tinham pouco espaço na EBAL, e os tornou mais falados e famosos dos que os da DC. Isso foi feito graças a decisões simples como a de fazer uma parceria com um programa de TV que passou a exibir os desenhos Marvel, que eram iguais aos GIBIs o que trouxe uma nova legião de fãs ( que dura até hoje ) para os herois.
Outra decisão foi a de introduzir as gírias. Na época os jovens, adolescentes e crianças brasileiras estavam começando a ter sua voz ouvida. E essa voz eram as gírias. Ao implementar isso a Bloch conseguiu aproximar os seus GIBIs deles criando uma verdadeira conexão, que se refletiu em vendas maiores. As cores usadas pela editora ( que hoje parecem esdruxulas e exageradas ) eram na realidade mais um atrativo e totalmente integrado a realidade dos anos 1970. Quem duvida basta olhar as cores das roupas, dos carros e até das casas da época.
E hoje o que é feito para atrair o olhar dos jovens e das crianças para os GIBIs? Com tantos desenhos animados e filmes de personagens Marvel/DC por aí, porque não temos nada que vinculem os GIBIs a televisão e aos cinemas? Porque uma multinacional dirigida por mestres dos GIBI ( há controversias ) com décadas de experiencia e conhecimento ( há controversias ) não consegue repetir o que uma editora nacional, que até aquele momento nunca havia mexido com GIBIs, conseguiu há mais de 30 anos?
Realmente, editorar e publicar GIBIs no Brasil é muito dificil, mas TUDO fica mais dificil quando falta competência, profissionalismo, conhecimento ( de verdade ), e principalmente humildade para reconhecer a importância dos seus consumidores!
Agora é ter fé e lutar pelos nossos direitos e para que as coisas mudem... pra melhor!!!













